domingo, 20 de novembro de 2005

É madrugada de sexta pra sábado. Maior toró lá fora, eu aqui dentro trabalhando. Sensação ferrada de solidão, de novo. Acho que o que eu preciso é parar de trabalhar nas noites de final de semana e ir pra balada. Sempre que eu fico em casa trampando em dias em que todo mundo tá na rua ou na casa dos namorados ou fazendo outras coisas que não me incluem por impossibilidade total me dá esse vazio imenso. E eu desconheço outras formas de alterar a minha rotina. O que eu mais faço é ficar em casa!

Verdade seja dita, tô numa fase em que eu nem consigo botar muito a cara na rua. Não fosse o curso no Centro Cultural e as cervejas com a galera lá, eu não sairia at all. Não é falta de convite, verdade seja dita. Mas não tem muitas baladas que me interessam, essa tosse absurda não passa, e...Meu Deus, o mundo tá CAINDO lá fora. Eu tenho que subir pra casa , ou seja, da casa do meu irmão, onde está a internet com conexão de 2 GB - isso mesmo, 2 GB, tudo muito muito muito rápido, menos o diabo do orkut - pra da minha vó, onde está minha cama, e há o mundo desabando entre os dois pontos. E eu tenho que levantar cedo pra trampar.

Nem reclamo. O mês foi meio parado, preciso muito de grana, pra terminar de pagar o Thiago e pra poder comprar 3 ou 4 presentes de Natal. Também preciso rezar pra dezembro e janeiro não serem como os do ano passado. Caso contrário, tô ferrada!!!

Mas... Ah, sei lá. Nunca sei exatamente o que é. Alterando estados de euforia com estados de chateação profunda. Ontem eu deitei na cama e chorei tanto depois de falar com a Denise, nem sei exatamente p q. Quer dizer, me chateia muito a situação dela, mas... Antes eu era tão dissossiativa!!! Péssima fase para relacionamentos, cheguei à conclusão no meio de um choro muito, muito sentido. Detesto isso, fico com umas marcas de sangue pisado sobre a pálpebra, parece que eu apanhei.

De todos os sentimentos do mundo, o que eu mais odeio é a solidão, eu acho. Hoje, pelo menos, é.

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