Bug's Life Sucks
    Vc está entrando no meu blog. Aqui, nada faz sentido. Nem vai fazer. Porque a vida não faz sentido. Pelo menos a minha.

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  • sexta-feira, 1 de julho de 2011

    será que dá pra retomar? 

    eu já escrevi muito aqui. já escrevi pouco. já passei ano sem escrever. a verdade é que eu quero retomar meu blog, mas num sei bem como. muita gente ainda lê? ninguém mais vem aqui? será que eu quero mesmo saber?

    o ponto é que eu tô numa fase inédita, e li uma história do constantine sobre um cara que é amaldiçoado e passa a gritar aos quatro ventos pra quem (não) quiser ouvir as piores atrocidades registradas no seu diário. me dei conta que, se o cara tivesse um blog, tinha economizado muita dor de cabeça, já soltava no vento e num passava o carão de estar lá na hora pra ver o que o pessoal achava do que ele tinha pra dizer.

    eu sei, num tá fazendo muito sentido. sem problemas. eu só queria escrever. acho que eu preciso de um lugar pra soltar essas coisas, ou daqui um pouco vou fazer isso no twitter, e se tem um troço que eu acho o ó é ficar lendo no twitter sobre o que as pessoas comeram, pensam do tempo, como foi seu dia. fica esse monte de coisa irritante pipocando na sua cara. blog entra pra ler quem quer.

    e uma última coisa: cair na vala com o carro sai caro. pacas!


    quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

    não cague na saída 

    faz tanto tempo que eu não escrevo neste blog que dá até uma certa vergonha. por outro lado, boto uma fé que não tem mais ninguém lendo, e ser desconhecido era uma das coisas legais de se ter um blog. eu prefiro público pq quero sentir que compartilhei com alguém, mas gostaria da privacidade de ter um blog que meus amigos desconhecem. agora que esse endereço bem ou mal está ativo há uns 10 anos, acho, eu não gostaria de abrir mão dele. sendo assim, vou contar com a colaboração de quem ler: por favor, não comente comigo a respeito. se eu quisesse que as pessoas ficassem sabendo e me procurassem, tinha mudado meu status no facebook, o que seria muito mais eficaz tanto em termos de disseminação quanto em tempo de resposta.
    por outro lado, o que eu tenho para desopilar é simples e, para a maioria, ininteligível. então, aqui vai: tocar a sua vida era um direito, me humilhar no processo foi opção.


    domingo, 7 de fevereiro de 2010

    Roma, 04 e 05 de fevereiro de 2010 

    Roma, 05 de fevereiro de 2010.

    Tenho dois dias para descrever, e ambos foram incríveis!!!

    04.02

    Fomos ao Vaticano. Para isso, foi preciso tomar metrô. Nada terrível, super simples. O trem é novinho, mas as estações são meio podreira.

    O museu do Vaticano é simplesmente incrível: tem um monte de mini museus dentro dele: um museu de arte egípcia (com múmias e sarcófagos e tudo que se tem direito, apesar de não muito grande), um museu de arte etrusca (que estava fechado), um museu de selos e moedas (que não fomos), uma série de salas pintadas por ninguém menos que o digníssimo Rafael (que são de cair o queixo), uma grande coleção de esculturas greco-romanas (com todos os deuses e heróis mitológicos que se possa imaginar) e, é claro, a cereja do bolo, a Capela Sistina.

    Aqui cabe um comentário: apesar de simplesmente impressionante, preciso dizer que a Apple não teria vendido nem um pen drive na renascença. O teto, as paredes, tudo na capela é over. Um excesso de imagens de dar dor de cabeça. Impressão que pensaram “Num deixa sobrar nem um pedacinho de reboco descoberto, ok?” De qualquer modo, dá vontade de chorar: um pouco de dor no pescoço e vertigem e outro tanto por saber quem fez, o que representa e, claro, pela perfeição da coisa como um todo. Gostei muito também das salas de mapas, com mapas belíssimos e super lúdicos das diversas regiões da Itália. Me senti olhando para a Terra Média, rs!

    A parada para o Cappucino obrigatório, umas das grandes obras de arte da Itália, também foi divertida. O motorista de um caminhão nos ouviu falando português e puxou conversa em um português quase perfeito. Disse que nossa terra era linda, que português era legal, que o carnaval é o que há, lá, blá, blá. Ainda preciso encontrar os italianos mal educados sobre os quais fui avisada, pq até agora o povo só faltou nos pegar no colo e dar comida na boca.

    Do museu, seguimos para a basílica de São Pedro. Aqui, tenho que registrar que a roupa da guarda papal parece ser inspirada nas roupas usadas pelos bobos de corte dos filmes mundo a fora: é simplesmente ridícula. A primeira parada foi a necrópole em que os papas são enterrados. À parte o fato de ser impressionante ver os sarcófagos de Papas de 1200, 1300 e, claro, o mausoléu de Pedro, o 1º de todos, a real é que o que mais me emocionou foi ver o túmulo do João Paulo II. Eu e a Sá choramos feito crianças, nem me pergunte o motivo. Foi absolutamente inesperado e involuntário, mas me desmanchei. Solucei mesmo. Ele era um fofo.

    A Basílica em si é gigante, cheia de estátuas e monumentos funerários de mais tantos outros Papas. Lá em cima fica a Pietá, a escultura mais perfeita de que já tive notícias. Ela é simplesmente linda. O sofrimento naquela face de pedra é simplesmente arrebatador. De maravilhar mesmo.

    Outras curiosidades sobre a Basílica:
    1. Muitos túmulos de papas estão lá em cima. Parece que rola uma predileção por deixar os papas de nome Gregório lá perto do público, sentindo o clima. Só achei um pouco de mal gosto o fato de que há duas múmias de papas expostas lá. Vc olha e acha que é uma estátua, depois se da conta que se fosse estátua num estaria vestido com sapatos, depois dá um mal estar e tals. Meu irmão adorou!

    2. Tem uma estátua de Pedro bastante famosa na qual todo mundo passa a mão nos pés. Tanto que os pés em questão estão gastos.

    3. Há uma ala na qual vc só pode entrar se for se confessar, caso contrário, não pode entrar. Fiquei pensando se eles têm padres que falam diversos idiomas para poder atender a um público tão diverso.

    Nós chegamos lá perto do fim da tarde, então conseguimos assistir à missa das 17:00. Muito foda ver a missa na Sede das igrejas de todo o mundo. Eu não me fiz de rogada e comunguei na Basílica de São Pedro, o que num é nenhum fim do mundo do ponto de vista espiritual, já que eu fiz crisma e comunhão. Faltou me confessar, mas num ia dar tempo de comungar se eu fosse contar para um padre que nem ia me entender tudo que eu pequei nos últimos 16 anos...

    Foi um passeio muito, muito, muito gostoso. Para completar, a rua que leva até o metrô parecer ser tipo a rua do Brás de Roma: um monte de roupas lindas, mais baratas que em SP. Se der tempo, voltamos lá for shopping spree...

    Jantar básico no Mac. Só para fazer valer, pedi um Mac Italy. Gosto de sanduíche de Mac!

    Roma, 05.02

    Hoje fomos visitar as Catacumbas. Aqui, cabe dizer que ninguém quase sabe das catacumbas de Roma, uma das coisas que eu mais queria ver nessa viagem. Por ficar fora do centro, que já tem sítios arqueológicos o suficiente para programar 3 viagens, as catacumbas de Roma são meio que ignoradas, o que é uma pecado.

    Como já estamos em casa, fomos de metrô e bus. Claro, sempre rola um mico de perguntar para as pessoas que bus tomar e depois não entender o que elas respondem, o que na verdade me impressiona: eu falo fluentemente 2 idiomas (inglês e português) e o básico de mais dois (francês e espanhol). Desses 4, 3 são neolatinos, como o italiano, mas simplesmente é complexo entender o pessoal daqui. Ainda assim, estamos comprovando que quem tem boca vai a toda a Roma, pq num deixamos de ir a nenhum lugar que quisemos até agora.

    Roma tem cerca de 53 catacumbas, das quais 5 estão abertas para visitação. Todas ficam fora de Roma, pq na antiguidade não de podia enterrar as pessoas dentro dos muros da cidade. 3 dessas catacumbas ficam no que eles chamam de Via Appia Antica, a principal estrada da Roma antiga.

    A Via Appia é simplesmente encantadora. Cheia de ruínas ao longo do caminho, além de propriedades privadas imensas e maravilhosas. Foi só hoje que eu entendi o que significa ser milionário e comprar uma vila na Itália. Inveja de fazer cair raio na cabeça, pq a paisagem é deslumbrante.

    Nossa primeira parada foi no mausoléu de Cecília Metella, esposa e filha de um banqueiro muito rico, contemporâneos de César e Pompeu, no final da República. O mais legal foi entrar para visitar e um senhor italiano, funcionário do departamento de arqueologia de Roma, puxar papo com a gente e começar a explicar do que se tratava o monumento. Detalhe: em italiano. O que deu pra entender:

    A tal Cecília era riquíssima. A família, super importante. O marido era tipo um empreiteiro e banqueiro perto da época do final da república, antes de César ser coroado imperador. O castelo em que vivia e que era onde estávamos, tinha sido enorme e cortava a via Appia em duas, e se cobrava um pedágio para passar por ali. Quando ela morreu, a torre do mausoléu foi construída e o corpo foi enterrado ali. Aparentemente, a construção era um tipo de pirâmide, cheia de câmaras secretas cheias de tesouros. E como as pirâmides, foi totalmente saqueada. Hoje, sobraram a torre do mausoléu e algumas salas, além da igreja do castelo, que fica do outro lado da Via Appia. Ele também explicou que Espartaco era um príncipe trácio que foi feito escravo e colocado para lutar como gladiador, que ele juntou um exercito de 22 mil homens, aterrorizou o império por um tempo e que, quando foi capturado, ele e seus homens foram crucificados ao longo da via Appia. Mais de 400 cruzes com homens pregados, cobrindo uma distância enorme. Apesar de interessante, num saquei o que o Espártaco e a Cecília tinham que ver um com o outro.

    Também visitamos a Villa de Massenzio, que se não me engano foi à residência de algum imperador. Além do castelo, o complexo tinha seu próprio circus, aquele espaço gigante para prática de atletismo e corrida de bigas e tals. O lugar é LINDO!!!

    Finalmente, chegaram as catacumbas. A primeira que visitamos foi a de São Sebastião, na qual estão enterrados os restos mortais do santo em questão. Visitas guiadas, lugar claustrofóbico e simplesmente de cair o queixo. São quilômetros e quilômetros de túneis escavados pelos cristãos que só se enterravam lá, não ficavam se reunindo no local não. Segundo os guias, isso é mito. Depois de conhecer o lugar, tive que acreditar: se com luz elétrica o pico é pequeno e escuro, imagina com lamparina a óleo.

    O curioso é que diz a lenda que lá estão corpo de S. Sebastião, além de um pedaço da coluna na qual ele foi amarrado e uma das flechas que não o matou (ele era um militar que foi sentenciado a morte por flechadas quando se descobriu que era cristão. A tradição cristã conta que ele não morreu das flechas. Porém, quando se descobriu que estava vivo, o coitado foi espancado até a morte), além de um par de pegadas de Cristo, que já estava morto quando deixou as dita cujas em outra igreja (conhecida como Quo Vadis) que fica 2 km mais pra frente da de SS, mas que aparentemente foi assaltada pela amiga.

    De lá, seguimos para as Catacumbas de Domitilla, uma escrava de uma das descendentes dos flavianos (a família que construiu o Coliseu) que recebeu aquelas terras de sua senhora e que as doou para os cristãos (detalhe importante: só se podia construir catacumbas em terreno particular). E chegar nessa catacumba, ao dia inteiro passou a valer a pena!

    Ao chegar, roteiro básico de comprar ingresso, esperar a visita guiada em inglês e tal. Só que o responsável por essas catacumbas é um padre paraense extremamente simpático, que nos levou fazer um tour praticamente particular, por áreas que inclusive são fechadas aos acessos dos grupos em geral!!! Tivemos toda a narração e explicação em português e ele, no cúmulo da simpatia, bateu duas fotos nossas lá em baixo, onde inclusive é proibido, em um corredor que ele, como responsável pelo lugar, sabe que não tem câmera de vigilância!!! Foi MUITO, MUITO, MUITO legal! Na saída, pegamos cartões, sites, folhetos para distribuir em SP e deixar no nosso hotel, além de umas lembrancinhas básicas. Saímos de lá com a certeza de que vai ser difícil qualquer parte da viagem ser mais foda do que o trecho de Roma. Ta tudo dando muito muito certo.

    De lá, tentamos seguir para a Basílica de São Paolo. Nos confundimos sobremaneira com que lado tomar o bus na avenida principal e, em outro momento “Troféu Italiano Mais Simpático do Dia”, uma senhorinha que notou que estávamos perdidos só faltou fazer mímica para nos ajudar a nos achar. Agradecemos e seguimos para o ponto que ela indicou. No cúmulo da boa vontade, quando ela viu o bus que a gente tinha que pegar passando do outro lado, ela correu para nos avisar que outro bus daquele só passaria dali uma hora. Uma FOFA! O ponto é que nisso já eram cinco da tarde e num ia dar tempo de ir a basílica, então voltamos para o hotel, tomamos banho e fomos jantar no Alessio, o restaurante em frente ao hotel no qual já tínhamos comido no primeiro dia. No momento, somos os clientes favoritos do Mauricio, o dono do lugar, que inclusive vai para o Rio em julho e que pretendemos receber no Brasil.

    O resumo total disso tudo é que eu, que sempre quis ir para Paris, to com dor no coração de ir embora para a Cite Lumiere depois de amanhã. Não quero sair de Roma nunca mais. Romanos mal educados, uni-vos. Expulsem-me daqui, por favor. Caso contrário, num sei se vou embora não.


    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

    Diário de Bordo 

    Roma, 02 de fevereiro de 2010.


    Depois de anos de espera, diversas mudanças de presidentes e um transplante de córnea, estou em minha primeira viagem pela Europa. Roteiro básico: Roma, Paris e Londres. Sim, tô espumando de felicidade. Os próximos posts serão diários de bordo (tem que imortalizar, né?)

    Embarque:
    Super sussa. Não que a gente esperasse problemas com a imigração do Brasil, mas esse povo sempre me surpreende, então...

    Vôo:
    Foi tudo bastante bem. A comida era boa, os filmes eram bons. Problema: impossível dormir profunda ou superficialmente naquela poltrona. Tirei cochilos, fiquei toda torta e cheguei podre de cansada. Num tem jeito: primeiro dia é zumbizar.

    Chegada:
    Deu pra perceber que Roma ia ser legal logo na imigração: foram todos super simpáticos. Isso mesmo: os Feds daqui foram uns fofos, perguntaram um mínimo, foram muito simpáticos e só faltaram dar dicas do que visitar na cidade. Uma surpresa super grata.

    Translado:
    Destemidos que somos, eu, minha cunhada e meu irmão não reservamos nenhum transporte: tudo na unha. Na saída do aeroporto tem uma estação de trem com trens para diversos lugares, e um trem especial direto para Roma Termini, a estação central. 11 euros a passagem e vc vem direto. Uma viagem de meia hora ou menos, com algumas particularidades:

    Frio DE RACHAR!!! De doer nariz, garganta, orelha e tudo que estiver exposto e/ou fizer parte do sistema de vias aéreas. Haja manteiga de cacau e hidratante. Meu rosto fica vermelho pacas 
    Os vagões têm reservados para fumantes, o que eu achei bastante legal. Quer dizer, fumante aqui não precisa se sentir como um criminoso, que deve ser impedido de exercer seu hábito em público. Achei educado com a parcela da população que insiste em fumar. Os caras têm direitos, pô!
    Pixação é a mesma merda em tudo quanto é canto. A linha do trem de lá até aqui é toda pixada. Passamos por algumas ruínas que pareciam ser o que sobrou de algum aqueduto e até lá tem pixação. De doer. Depois ninguém entende como tem gente que só pensa em pixador como deliquente e não artista.

    Nosso hotel não fica longe de uma das saídas do Roma Termini. Se a gente tivesse usado a saída mais próxima e não a mais distante, teria evitado um bom pedaço de malas off road. Mas a caminhada foi instrutiva: deu pra notar que os italianos são um povo destemido. O trânsito aqui é o caos e quase não há semáforos. Vimos fechadas, xingamentos e inclusive uma batida. Deu pra ter uma idéia de onde o paulistano herdou o comportamento atrás do volante.

    O hotel em que estamos é bastante simples, mas o quarto é bem perfeitinho: 3 camas deliciosas, bem quentinho, com um chuveiro bem bom. Bem gostosinho e bem central.

    O turismo mesmo ficou meio comprometido hoje: como foi impossível descansar no avião, chegamos aqui bem baleados. Foi a teimosia que nos fez botar a cara na rua e não nos enfiarmos debaixo das cobertas até amanhã. Teimosia e uma sensação de “ainda num parece que eu cheguei”, que nós fomos tentar dissipar visitando coisas próximas, sem um roteiro definido.

    Aqui do lado do nosso hotel fica a Praça da República, e nela tem uma igreja lindíssima, a última obra de arquitetura do Michelangelo. Foi construída sobre os maiores Banhos romanos já construídos, os do Dioclesiano. A dita cuja passou por uma reforma no século XIIX e não sobrou quase nada do trabalho do Miguel, mas ainda assim, ela é maravilhosa. O órgão do lugar pega uma parede inteira!!! Absolutamente impressionante!

    Da igreja, fomos almoçar em um restaurante muito gostosinho que faz parede com o nosso hotel. O almoço com entradinha, prato de Lasanha, carne com salada e batatas, mais água e vinho, custou 20 euros por cabeça e, além de me deixar bebinha, pq tomei o meu vinho e o do meu irmão, estava uma DELICIA. O Lê, moço famoso por seus hábitos alimentares um tanto frescos, ta maior feliz: se tem um lugar no mundo em que servem comida que ele gosta, esse lugar é a Itália.

    Claro que nessa hora ninguém queria mais fazer nada, só jiboiar. O problema é que dá dó estar aqui e ir dormir. Fizemos então a única coisa que parecia suplantar o cansaço: fomos ver o Coliseu. Como curiosidade interessante, um cara bastante estranho começou a nos seguir, mas desistiu. Quanto ao Teatro de Flávio, só vou dizer isso: chorei na frente daquele troço. Mas só ficamos do lado de fora. Como é inverno, o sol está se pondo muito cedo e nós chegamos lá meio tarde. Vamos voltar amanhã e aí sim entrar. E eu tenho certeza de que vou chorar de novo!!!

    Na volta, passamos num mercadinho para comprar coisinhas para comer, que a gente num quer ficar pobre aqui. Eu simplesmente desmaiei na cama. Acordei sei lá quanto tempo depois. A Sá e o Lê já estavam dormindo, e eu vim relatar nossa viagem antes que eu me esqueça de alguma coisa.

    Viajar é muito bom!!!!

    Jantamos pizza num restaurante na porta do hotel também. Uma delicia. O molho de tomate daqui é perfeito. A mussarela é a melhor. E o dono, o Mauricio, entrou para o rol de super simpáticos da viagem. 
    Tô amando!!!
    ************************************

    Roma, 04.02.10

    Hoje foi dia de turista mesmo. Coliseu, Fórum Romano, Palatino. Um monte de ruínas. Absolutamente lindo! 12 euros e vc pode visitar esses 3 lugares.

    O Coliseu é impressionante. Chorei na porta ontem quando vi pela primeira vez. Vespasiano era foda!!! Escadas íngremes, altura tremenda, imponência insuperável. Foda, foda, foda. Dá medo pensar no que aconteceu lá. Pena que a parte que mais me fascina, o Ipogeu, que seria o backstage dos eventos que ocorriam lá, não possa ser visitado. Impressiona. Atualmente, meu lugar favorito no mundo.

    O Fórum Romano é um sítio arqueológico no meio da cidade, totalmente tomado por ruínas: O Arco de Tito, Templo de Saturno, Arco de Septimus Severus e mais um MONTE de outras ruínas. Casa das Vestais, Templo de Castor, Duas Basílicas... O que vc imaginar, tem lá.

    Já o Palatino é uma área adjacente ao Fórum, com várias ruínas também, mas essas mais esparsas. Há uma casa romana não totalmente detonada lá, mas as visitas são guiadas, em grupos pequenos e o taxa a parte. Não entramos, mas deu pra ver alguma coisa, já que o que num  falta em  ruína é buraco. Muito legal. É um sítio bem grande, não conseguimos ver tudo. Quero ver se volto lá antes de ir embora, até pq eu quero ir ao Coliseu de novo.

    Também demos uma passada no Monumento ao Soldado Desconhecido e preciso dizer que, se eles construíram um troço daqueles pro soldado desconhecido, num quero nem imaginar o que seria se soubessem quem era o cara. É praticamente um palácio descomunal, cheio de esculturas por todos os lados, branco feito neve, em pleno processo de restauração. Mais limpeza, na verdade, pq ele ta bem inteiro. E isso só do lado de fora. Não entramos por medo de perder o ingresso pro Palatino, mas devemos voltar lá amanhã.

    À parte o turismo, Roma é uma cidade muito foda. Primeiro, tem muita gente linda na rua. Segundo, por ser inverno, tem muita gente bem vestida. E cheirosa. E ruim de volante. Os romanos passam a impressão de não ligar a mínima para os próprios carros: param em qualquer lugar, quase todos tem um amassadinho ou amassadão.... Na porta do meu hotel os carros estacionam em ângulo de 90 graus, não sei se porque tem que ser assim ou se é pra economizar espaço. O Rio de Janeiro é um modelo de organização e educação no trânsito em comparação com o caos que rola na rua aqui,

    Também descobri que aquelas vielas e scooters que a gente vê em filme são coisas tipicamente romanas. Muita gente anda de motinho, e tem muita motinho pra alugar. Quem me dera eu soubesse dirigir sobre duas rodas. Não estaria com  o pé na salmoura hoje, de tanto que a gente andou.

    Seguindo nossa tradição de 1 dia, fomos comer pizza em outra pizzaria hoje. Não tão boa quanto a de ontem, mas deu para estabelecer que o molho de tomate italiano deveria fazer parte da dieta de todo ser humano.

    Também ando enchendo a cara de vinho, hauhauhauhuaua. E o vinho aqui é bom. Muito bom.

    Resumo: Quero vir morar em Roma.


    sexta-feira, 2 de outubro de 2009

    RIP

    Vindo de fretado para Hortolândia hoje, umas 7:30 da manhã, congestionamento terrível na Marginal Tietê. Sexta-feira, OK, eu já esperava. Perto da ponte do Piqueri, a razão: moto caída, sem banco. Helicóptero da Polícia Civil 40 metros à frente. Entre os dois, motociclista e dois policiais civis. O motociclista imóvel. Os policiais, um com o balão de oxigênio sobre o rosto do homem caído (que não parecia ter mais de 25 anos), o outro aplicando massagem cardíaca. A equipe do resgate chegou enquanto eu ainda olhava estupefata pela janela do fretado. Tomaram os lugares dos policiais. E nós passamos pelo acidente.

    Fazendo uma busca na Internet, descubro que todo esse esforço foi em vão. O moço morreu no local. Quer dizer, já estava morto quando eu passei por ele. E eu sei que vou passar um tempão lembrando que ele estava sem os sapatos, só de meias brancas, com um pé virado para cima e o outro meio caído pro lado, nenhum indício de sangue a vista.

    Alguém mais novo do que eu saiu de casa hoje, um dia ensolarado e até bonito, e não chegou em lugar nenhum: expirou em uma das avenidas mais feias e detestadas da cidade, no meio do caos do trânsito de São Paulo em plena sexta-feira, descalço. E todo o resto da avenida passou, olhou com curiosidade e seguiu com a própria vida.

    A mim, coube o surgimento de uma aversão inimaginável por motos.

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    quarta-feira, 30 de setembro de 2009

    Vontade absoluta de ler Sense and Sensibility de novo... Que diabos tem a Jane Austen que todo ser bobinho como eu gosta dela?

    Marcadores: ,



    Feliz dia do Tradutor!!!

    Eu vou voltar, juro!

    Só preciso de tempo, o commodity mais caro do mercado.


    sábado, 16 de maio de 2009

    Coisas que eu vou sentir falta quando vc for embora:

    • ouvir vc dizer "aqui, betinha" pra me avisar onde diabos nessa casa deste tamanho vc está
    • sua mania infernal de limpar todos os cinzeiros
    • vc cantando no chuveiro, em absolutamente todos os banhos que eu vi você tomar
    • a quantidade de nomes que eu desconheço e que vc cita em uma conversa como se falasse do ser humano mais famoso do mundo
    • o seu olhar de carinho toda vez que a nina chega perto de vc
    • o seu gosto por cientistas malucos, grandes estrategistas orientais e escritores de livros difíceis
    • deitar na sala pra assistir "O Universo", "Combates Aéreos" ou qualquer outro desses programas que só a gente e os produtores querem ver
    • as suas estantes de livros, que combinavam tão bem com as minhas
    • os livros nas suas estantes, a maioria dos quais eu não li
    • vc dizer as coisas mais estapafúrdias do universo com a cara mais séria do mundo e quase me fazer acreditar
    • o seu cabelo fininho de bebê
    • vc me chamar de doce
    • os cafés que vc me trazia na cama
    • os cafés que eu te levava na cama
    • todas as coisas que a gente planejou mas não fez, como ter o nosso closet, a nossa casa na chácara, as coleções de livros que a gente ia ou não comprar, as cores das paredes que a gente não chegou a pintar...

    Eu vou sentir falta de tudo. Das coisas que a gente teve e não tinha mais e das coisas que a gente poderia ter e não teve tempo, pq achou que o infinito em quanto dure fosse mesmo pra sempre...


    quarta-feira, 31 de outubro de 2007

    Kita, vc é lindo!!!

    TP, eu vou sim te buscar!!!

    Dois amigos tão queridos tão longe!!! O que me deixa feliz é que estão vivendo a vida foda em um lugar foda e que estão bem!!! São gente que fez e que faz.

    Amo vcs!!!

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    terça-feira, 30 de outubro de 2007

    Volta e meia eu volto aqui, olho pra esse blog e penso que eu deveria escrever. Aí, todo esse preto me lembra que eu esmoreci depois que a Link morreu. Sim, isso faz tempo, mas não o suficiente: até hoje eu não posso pensar muito nisso. De toda a dor, ficou a certeza de que eu absolutamente não sei lidar com perdas. E talvez nunca aprenda. Porque, na real, eu sou apegada. Muito. Demais.

    Mas não é sobre a Link que eu pretendo escrever. É sobre a Nina. A cocker quase minha. Quase porque eu a achei na rua e pretendo procurar o dono. Sem muito afinco, tenho que ser sincera, mas me aterroriza a idéia de que alguém esteja passando o que eu passei quando perdi a minha gata por causa dessa coisa linda que tá aqui deitada do meu lado. Sendo assim, eu me sinto obrigada a tentar encontrar quem a perdeu. Que ela tinha um dono é fato: ela é linda, bem cuidada e até ensinadinha. Até pq na verdade o que ela conhece muito bem não são comandos tipo "senta" ou "deita", mas ela conhece profundamente a palavra "não". Não entra no meu quarto, não faz nada que vc não deixe, tirando um xixi ou outro no meu chão. Mas desde que eu comecei a criar a rotina dos passeios, ela parou com isso.

    Agora eu tenho companhia, e do exato tipo que eu precisava. Porque a grande maravilha de se ter bicho de estimação é o tal amor incondicional. E a Nina me ama (ou assim parece). Seja medo de ficar de novo na rua, seja porque ela se apaixonou à primeira vista e literalmente pulou no meu carro e pediu pra ser trazida pra casa, o fato é que eu ganhei uma sombra muito carinhosa. Onde eu estou, ela está. E chora quando eu saio, esteja ela só ou acompanhada. E faz festa e pede carinho sempre, mesmo depois de levar uma bronca daquelas. E tem algumas coisas assustadoramente parecidas com a Link, tirando o fato de que uma era uma gata branca e a outra é uma cadela preta.

    O que me encanta de verdade nela é que bicho de estimação não te julga. Não fica puto nem te magoa porque você pisou na bola. Não te sacaneia de raiva, maldade ou simplesmente por não saber fazer diferente. Não diz coisas que vão te perseguir pelo resto da vida. Simplesmente não tem lado negativo. Mesmo os passeios constantes e necessários, motivo pelo qual eu jurava que nunca iria ter um cachorro, não são sacrifícios. Eu nunca levantei da cama às 07:30 da manhã tão rápido quanto eu levanto para levá-la para passear. Me fez até entender melhor a Nana, coisa que eu nem fazia questão.

    O ponto é que ela tem me feito muito, muito, muito bem, tirando a dor no coração que é sair e deixar a coitadinha em casa. Domingo eu fui ao Tim festival, que terminou às 5 da manhã. Tudo que eu queria era voltar pra casa a tempo de levá-la para passear logo cedo. E fui, meio zumbi, mas feliz. E a Nina apareceu em boa hora. Eu estava me afogando nos meus defeitos, todos sempre tão bem apontados e tão pouco tolerados por todo mundo que mais jura que me ama, pessoas essas tão ou mais imperfeitas do que eu. De um ano e meio pra cá, eu quase fiquei com raiva de ser quem eu sou, de tanto ouvir que eu sou foda e do caralho e uma das melhores pessoas do mundo e a única pessoa com quem passariam a vida quando na verdade isso não é absolutamente verdade. Não sei se é hipocrisia, incapacidade de atentar pras necessidades dos outros, falta de noção do mundo, egoísmo, crueldade ou o q. Longe de mim achar que sou perfeita, mas a compreensão de quase tudo em quase todo mundo acabou, não porque eu quisesse, mas pq não me sobrou QE pra isso. Algumas das pessoas que eu mais amo me magoaram profundamente nos últimos tempos e eu simplesmente não consigo mais voltar pro que eu era antes. Pior: não consigo fazer com que elas voltem a ser, para mim, o que eram antes. E aí eu entendi a história do café com pão na padaria. Realmente, quando quebra lá dentro, não tem muito por onde voltar.

    Agora, isso não é apontação de dedo. Quer dizer, eu não culpo ninguém por nada disso. Porque eu sempre soube muito bem como eram essas pessoas e sempre escolhi estar perto delas. Eu nunca gostei de ninguém "por causa de", foi sempre "apesar de". O problema é que houve uma época em que eu conseguia lidar bem com o lado negro alheio, pq eu era outra pessoa. Eu não sabia exatamente o que era perder. Quando eu descobri, descobri também o que era mágoa. Hoje, eu tenho experiência com sentimentos horríveis, coisas que em épocas mais equilibradas eu desconhecia (talvez por isso fossem essas épocas mais esquilibradas). E, se por um lado a conviência dói, o apego do qual e falei lá no começo faz com que eu simplesmente seja incapaz de virar as costas. Resumo: entalada. Entalada pelas coisas que eu fiz e não deveria ter feito, disse e não deveria ter dito, ouvi e não deveria ter ficado quieta. E essa merda de personalidade não ajuda. Detesto história mal resolvida, mas detesto confrontos. Confrontos trazem à tona o que eu tenho de pior, e o meu pior hoje é infinitamente pior do que era antes.

    Eu sei, parece que eu estou deprimida. Não estou. No balanço pessoal que eu sempre faço, é o quarto ano em que eu chego à conclusão de que eu piorei (claro, do meu referencial). De que as pessoas ao meu redor pioraram ou que a minha tolerância reduzida as vê pior. Eu não sou mais a pessoa de quem elas gostavam, nem ela são as pessoas que eu amava. O problema é que a Poliana enclausurada dentro de mim insiste em ver esse mundo que não existe mais. Na verdade, é só uma guerra interna: quem eu era X quem eu sou. Eu prefiro quem eu era, mas tenho que conviver todos os dias com quem eu sou. E isso tá me comendo por dentro.

    Graças a Deus (que, olhá só, eu não sei mais se existe, e antes eu sabia) pela Nina. Ou pelo cachorro que eu vou ter caso encontre o dono anterior dela.


    terça-feira, 8 de maio de 2007

    eu tenho uma coisa boa para dizer: parece que eu estou voltando a viver a minha vida de novo. tenho visto meus amigos mais próximos com uma certa freqüência, tenho controlado melhor meus horários, o apartamento finalmente tá com cara de “bagunçado ponto” e não “bagunçado de mudança”. mas foi uma coisa aparentemente besta que fez com que eu me sentisse tão bem...

    domingo, contrariando o que eu realmente deveria fazer que era ficar em casa trabalhando, resolvi, uma hora antes do início da sessão, ir ao cinema assisitir labirinto com o guile em um centro cultural em algum lugar. me arrumei correndo e sai feito um rojão. rumamos para a rua emilio carlos, se não me engano, em osasco. após algum tempo perdidos, encontramos a rua. apenas para descobrir que não era aquela emilio carlos. a gente queria, na verdade, a av emilio carlos, lá no bairro do limão. programa micado, o guile topou ir comigo ao supermercado fazer as compras da minha avó. depois, ele me ajudou a subir com tudo (na verdade, subiu com tudo praticamente sozinho), deixamos a cesta básica da empregada na casa dela e eu o deixei em casa. nós conversamos um pouco no carro e depois nos despedimos. eu vim para casa e trampei até 3 da amanhã. descrevendo assim, parece que o dia foi uma bosta e que eu torturei o pobre do guile. mas a real é que o dia foi uma delícia. e foi uma delicia porque eu e o guile fizemos o que sempre fizemos melhor: conversamos por horas a fio. e eu só me dei conta de há quanto tempo a gente não fazia isso e o quanto eu sentia falta depois que aconteceu.

    mesma coisa com a fê, umas duas semanas atrás. eu fui assistir my so called life e babar no jared leto na casa dela numa sexta-feira à noite. e como eu tava com saudade de simplesmente fazer isso: sentar na frente da tv com ela e ficar falando e gemendo toda vez que jordan catalano aparecia na tela, só pensando que no dia seguinte ia ter prova de matemática e a gente ainda não tava com um esquema bom para a thuka passar cola pra gente...
    eu tava com saudades de casa...


    quinta-feira, 8 de março de 2007

    Tá, tá, tá. Sim, faz tempo. Muita coisa aconteceu de lá pra cá. Mudei, mudei, casei, mudei. Tô editando quadrinhos, não tô jogando RPG... Ou escrevendo no blog... Ou sei lá...

    Claro, tô triste. P q outra razão eu ia postar um texto aqui? Tô com saudades de todo mundo, tô me sentindo fora de todos os meus ambientes... Culpa de ninguém que não eu, sem dúvida, mas ainda assim... Acho que eu tenho amigos muito queridos demais! Deveria ter conhecido menos gente na vida, ter gostado de menos gente. Pq eu não sei ficar perto das pessoas que eu amo. Mas também não sei ficar longe.

    Desculpem, eu não queria que o primeiro post em muito tempo fosse assim. Mas eu tô com tanta saudades de todo mundo e de tudo que resolvi escrever aqui só pra transformar em ação e jogar essa saudades no ar. Eu não tenho tido muitas oportunidades de dizer te amo pras pessoas que eu amo (e eu amo várias pessoas, elas sabem disso), então quem ainda não desisitiu disso aqui, saiba: amo vc, viu?

    Saudades...


    sábado, 5 de agosto de 2006

    COISAS QUE EU PRECISO PARAR DE FAZER

    1. Achar que todo mundo é igual a mim e, por conseqüência, entende as minhas limitações;
    2. Tomar algumas coisas como garantidas e me esquecer que de tudo a que se cuidar;
    3. Demonstrar o quanto eu amo as pessoas que eu amo e não esperar que elas simplesmente saibam disso;
    4. Crescer com as merdas que eu faço e não voltar a repetir as mesmas besteiras;
    5. Achar que o tempo é uma variável e não uma constante.

    Claro que eu tinha que estar chateada para ter post. Se não for de necessidade absoluta, eu também deixo esse tipo de coisa pra depois.

    Sem dramas, porém. Acho que hoje eu aprendi uma lição bastante valiosa. Só espero que a pessoa que a ministrou tenha a chance de usufruir dos resultados.


    sexta-feira, 19 de maio de 2006

    http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/index.html

    apareçam, galera!


    quinta-feira, 30 de março de 2006

    hauahuahuahauhauhauahau

    eu recebi uma CRÍTICA pelo roteiro que escrevi pro zine que publicamos em janeiro. uma crítica nada boa, é verdade, mas tem noção do que é ter alguma coisa sua lida por alguém que se dá ao trabalho de escrever sobre ela? cara, é do caralho!!!

    aqui vcs acham a crítica. a história vcs encontram aqui.

    me deu mais vontade ainda de escrever, hauahuahauhauhauhauhau.


    terça-feira, 28 de março de 2006

    em tópicos, muitas coisas, pouco tempo:

    1) comprei uma jabuti. o nome dela é sophia, ela está desnutrida mas, fora isso, passa bem. não me perguntem p q um jabuti. eu comprei pra tirar da mão do cara que tava vendendo a pobrezinha no meio da rua sem nem pensar muito no que tava fazendo (eu pensar, que o cara tenho certeza que não pensa nada de porra nenhuma), mas no final foi uma escolha acertada: ela vai durar mais do que eu e agora só tenho que me preocupar com quem vai ficar com ela de herança, já que a média de vida do referido animal bate na casa de 80 anos...

    2) doente, muito doente, totalmente doente... gripe demais, por todos os lados. detesto tantos fluidos.

    3) a zona no meu quarto diminuiu. atualmente, minha cama é o único espaço impraticável. o que é muito pior do que vcs podem imaginar.

    4) infax foi-se pra brasília. como serviço oficial de transporte ao aeroporto do grupo, claro que eu o levei até lá (o aeroporto). e fiquei novamente com aquela cara de pastel sem recheio que eu sempre fico vendo todo mundo ir e vir e só eu ficar. preciso descobrir onde enterraram o meu nome na boca costurada do sapo com a instrução “não permitir que ela conheça mais do mundo”.


    sexta-feira, 24 de março de 2006

    as coisas estão... estranhas.

    saudades dos meus amigos, todos muita, mas... não sei administrar meu tempo, que atualmente é inexistente... uma conversa ou duas que eu estou adiando por não conseguir ir e vir.

    saudades de jogar rpg, mas... desde que eu soube que o guile quer transformar minha personagem em vilã da campanha, perdi o tesão total. porque quando o guile quer, o guile faz. eu não sou boa player. não a ponto de sair das situações que ele vai criar, esperando mesmo que eu meta os pés pelas mãos. e, se eu não meter, a situação seguinte vai ser ainda mais terrível. e eu ainda vou me sentir culpada por não ter conseguido... em fim, era pra ser legal, estou em agonia.

    um monte de outras saudades. discovery channel de domingo... gostar muito de muita gente é como não gostar de ninguém, sabia? se tudo que vc sabe sentir é excesso de emoções, cadê o mérito de te tirar o fôlego? ainda assim, ninguém entende que nunca é igual...

    eu queria tirar férias da minha vida, sumir um ano e pegar tudo nessa época. talvez eu não me sentisse responsável...


    quinta-feira, 2 de março de 2006

    saudades de coisas que eu não vivi, pura e simplesmenet pq elas estavam acontecendo em outros lugares... e eu descobri essas coisas e lugares hoje...

    é... é mesmo possível uma pessoa chegar tarde demais pra se apaixonar por outra...


    quarta-feira, 1 de março de 2006

    agora é oficial: mulher é mesmo o bicho mais estúpido que deus teve a temeridade de botar nesse planeta, e eu, uma ilustre representante dessa categoria.


    segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

    por que quando a gente precisa escrever não sai uma fdp de uma idéia boa da cabeça?

    pelo menos posso me gabar de, em pleno carnaval, ainda não ter ouvido um único samba-enredo.

    e a vida, essa continua exatamente como antes: uma confusão, que funciona na base da gambiarra. sim. acho que posso me vangloriar de ter feito um "gato": ando puxando energia de algum lugar, só não tenho muita certeza de onde. mas ando com a sensação de que já, já o vizinho pega...


    sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

    tá bem, eu me rendo: foi sexista dizer que eu esperava um alto nível de sensibilidade de uma mulher e não de um homem. não é pq eu ando meio desacreditada das capacidades da psique masculina que todo mundo tem que pagar o pato. inclusive pq eu conheço vários homens sensíveis sim. não no nível que eu tenho atribuído ao gabriel, mas ainda assim, sensíveis.

    acho que o grande lance com eles é o nível de exposição: não tô falando do quanto eles ficaram conhecidos. isso é besteira. o ponto é que tudo soa muito biográfico, inclusive o que não é, e esse toque de "aconteceu mesmo comigo, acontece todo dia" faz parecer que eles não têm medo mesmo de dizer me apaixonei e me ferrei, sim a vida é uma merda, não, eu acredito que pode dar certo, todas essas coisas das quais os homens normalmente fogem e que as mulheres presam tanto.

    metade dos problemas entre homens e mulheres se deve ao fato de que são duas raças quase alienígenas no que diz respeito à compreensão mútua. homens não entendem mulheres e mulheres não entendem homens. os valores e a forma como ambos trabalham o mundo, tanto dos fatos quanto das idéias, são diferentes. sendo assim, acho que o que eu quis dizer é que eles passam a impressão de serem caras com os quais vc pode sentar e falar sobre todas aquelas nóias e sentimentos normalmente creditados às mulheres: eles entenderiam e não diriam "besteira de mina". o que os caras normalmente consideram fraqueza, neles parece força.

    vc, moço que reclamou, tem razão. tenho certeza de que os homens podem ser bem mais sensíveis do que aparentam. só acho que eles deveriam parar de não aparentar e ser logo de uma vez.

    gostei do texto. só gostaria de saber quem vc é. e quais são as duas palavras...


    quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

    carta aberta ao sr. homem sensível, ilustre representante da associação dos homens sensíveis:

    devo confessar que não quis soar preconceituosa. se foi o que pareceu, peço sinceras e humildes desculpas. concordo que vcs homens podem sim escrever textos profundos e sultis. já sensíveis, sinto muito, mas acho muuuuuuuuuuito difícil. por outro lado, eu não espero mesmo muita sensibilidade de homem nenhum, por isso me espanto quando encontro um. vai ver o problema é meu, mas como o blog também, é pra escrever sobre o que eu penso que ele serve, certo?

    agora, vamos combinar que nem vc acredita nessa de "sempre discutem a relação", vá? homem que discute a relação é mais dificil de achar que malufista confesso hoje em dia.

    agradecemos a visita e a manifestação. volte sempre!!!


    tem um monte de coisas que eu detesto na vida. um monte! acho que tem mais coisas que eu não gosto no mundo do que coisas que eu gosto, atualmente. mas um dos primeiros lugares no topo dessa lista imensa é gente mesquinha e invejosa.

    a vida de tradutora anda muito cansativa. sei que todo trabalho cansa, mas eu não amo fazer tradução. acho legal, dá um dinheiro (não muito), paga as contas, a ladainha que todo mundo conhece. mas eu tava buscando uma saída, e encontrei: quadrinhos.

    eu não desenho. na real, mal escrevo, a não ser neste blog. falta de tempo de produzir textos meus, excesso de vontade de ler o que os outros produzem. mas o fato é que eu decidi me atolar em quadrinhos, pretendo fazer pós nessa área, seguir carreira acadêmica, sei lá. alguma coisa eu vou fazer com isso. mas eu preciso fazer alguma coisa da qual eu goste.

    pois bem: essa incursão rendeu um curso, que rendeu uma revista, que rendeu um grupo, que rendeu horas a menos de sono que eu passo traduzindo pra compensar o tempo que eu gasto em reuniões, em discussões, em produção de roteiros, blá, blá, blá. rendeu um monte de novos amigos, um monte de coisas legais, um monte de histórias novas. e eu amo histórias.

    uma das coisas que eu conheci nessa entrada no mercado foi o trabalho do fábio moon e do gabriel bá, acho que os nomes que mais têm se destacado no mercado nacional no momento. meritório, diga-se de passagem e na minha humilde opinião, pq o que mais me chama a atenção no trabalho deles não é a arte, como muita hq por aí: é o texto. eu nunca pensei que dois homens pudessem escrever como eles escrevem. se isso não ficasse patente nas histórias que eles publicam, seria perceptível no blog. no caso, me impressiona mesmo a sensibilidade do gabriel, que aparentemente é quem mais posta. os posts do fábio são bastante práticos, falam de como mudar o cabelo do desenho pra obter uma menina ao invés de uma mulher, por exemplo. o gabriel descreve processos, conta histórias, bota uns sapos pra fora. confesso: curti pacas. é bem o que eu gosto de ler. achei apaixonante. compraria, se já não comprasse os álbuns que eles publicam. no blog, o que se vê é que o fabio descreve; já o gabriel narra, discorre, desenvolve. posso estar sendo injusta com o moon, já que nunca dá pra saber muito quem faz o q nas hqs, mas eu definitivamente gosto muito das coisas que o bá escreve. tudo muito intimista. senta no sofá, vou te contar o que me aconteceu, o que eu penso, o que eu sinto. eu gosto disso. e eu gosto do traço deles, mas desse aspecto do trabalho falo com bem menos propriedade, pq o mais perto que eu chego de entender alguma coisa de desenho é bordar em ponto-cruz.

    um amigo me emprestou o crítica e me disse que se eu não gostasse era pq ele não me conhecia tão bem como achava. pois conhecia: eu amei. o fato de parecer muito biográfico me agradou, que o que eu faço aqui todo dia é falar da minha vida, ora pois. a forma como eles tratam temas cotidianos, o realismo fantástico, as piadinhas sobre meninos e meninas... nada realmente novo, mas tudo muito... não sei dizer. eu esperaria um trabalho assim de uma mulher, acho. a impressão que dá é que eles são homens que discutiriam a relação, e toda mulher sabe que isso é dificílimo de achar. tão difícil quanto uma menina que realmente goste de quadrinhos.

    pois bem: os caras batalharam aí, correram atrás, foram, fizeram, aconteceram, e acabaram virando meio que hit. hit underground, que quadrinho não é nada que seja assim, novela das oito, mas eles tão produzindo pra fora, tão trampando feito condenados, não devem estar ganhando muito dinheiro, a mesma ladainha lá de cima. mas é impressionante como alguém se dar remotamente bem em alguma coisa sempre atiça a inveja alheia.

    lendo o blog deles, encontrei comentários absolutamente cretinos sobre como tem gente que faz mais, melhor, de maneira mais difícil, sem conhecer tanta gente certa no lugar certo, com menos dinheiro... um monte de imbecilidade. sei zero da vida dos caras. não sei se eles têm ou não grana, se têm ou não amigos influentes. e acho isso o de menos. se têm, que bom pra eles, que souberam aproveitar.

    lógico que deve ter gente que desenha melhor. deve ter gente que escreve melhor também. acho que tem desconhecido por aí que escreve melhor que o saramago e nunca publicou nada. deve ter mulher mais bonita que a angelina jolie, cara mais gostoso que o jared leto. o mundo é muito grande pra não ter ninguém que faça melhor qualquer coisa que vc lembre de citar. isso não diminui em nada o trabalho deles ou a beleza da angelina. acho até que sublima. pq, mesmo sem serem os melhores do universo, eles estão fazendo.

    esse papo de se vender pro mercado internacional também é de uma estupidez que me impressiona. pq trabalho intelectual é obrigado a ficar restrito e ser mal pago, pouco visto? que papinho de frustrado. tem gente que tem sorte de nascer no lugar certo, legal. eu, se pudesse escolher, teria nascido com mais grana, mais 13 cm e menos quadril. tem mais que correr atrás de se fazer lá mesmo, inclusive pra poder se fazer aqui. essa de “eu conheço gente melhor” é conversa de menino birrento de 15 anos de idade que tá se pelando de raiva pq o vizinho ta catando a mina que nunca nem olhou pra cara dele. talvez, se ele pensasse mais no seu rabo e menos no alheio, a vida andasse pra ele também e ele não fosse obrigado a ficar de espectador das conquistas dos outros.

    sim, como diz o guile, eu defendo até quem não precisa, pq a verdade é que o mercado e o público têm se encarregado de mostrar a que vieram os moços. pq tem gente besta o suficiente no mundo pra deixar de curtir 10 pãezinhos já agora sai em álbum por editora e não em impressão bancada do bolso dos autores. ah, me economiza, vai?


    terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

    acabei de chegar do show do u2. tô podre. só entrei pra dizer que foi foda. não foi como eu esperava, mas acho que foi como deveria ter sido.

    na vida não tem save point, né? merda! começar o jogo de novo, então, fazer o q?

    e franz ferdinand é do caralho!


    segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

    perdi meu celular sexta. perder não é bem o termo: eu larguei no bar e alguém pegou. consegui cancelar o aparelho e o chip, e já transferi a linha e os créditos pro aparelho novo e super moderno que eu comprei. só não consegui transferir o pedacinho da história da minha vida que ficou naquele aparelho.

    aquele aparelho, um gradientezinho bem safado, diga-se de passagem, tinha caído do meu bolso da moto quando eu e o thi ainda namorávamos. sobreviveu à queda e ao atropelamento que se sucedeu. só queimou o chip. foi minha última troca de número de cel.

    a caixa de mensagens estava cheia de algumas das coisas mais legais que me escreveram. algumas das coisas que eu mais gostei de receber. através delas, eu conseguia estabelecer no tempo e no espaço quando eventos que me importam aconteceram, quando coisas que me deixaram feliz foram ditas, o quanto tudo já foi... bom, já foi o que não é. a mensaggem de natal, a de um mês, a do dia do lançamento do livro, a do dia seguinte à casa do fábio, a história sobre a vida, o amor e a liberdade... coisas que me lembravam o que tinha me acontecido de melhor nos últimos seis meses...

    na real, eu tenho sido obrigada a deixar tanta coisa pra trás nos últimos tempos que essa do celular foi só mais uma. e eu tô chorando há dois dias por isso. pq eu tô exausta. há meses as coisas fugiram do meu controle sob todos os aspectos e eu simplesmente não consigo mais colocá-las no lugar. nem as pessoas, nem os eventos, nem meus sentimentos... só sei que tudo tem caminhado pra lados opostos aos que eu gostaria.

    ontem conversei com o thiago. depois de 4 meses. verbalizar tudo que eu já sabia doeu. acabou, eu já sabia que tinha acabado, eu nem aventava mais a hipótese de voltarmos, mas... mas constatar por a + b que a gente se machucou pacas, tanto ele a mim quanto eu a ele, doeu. machucou tanto que excluímos as possibilidades todas, por falta de tato, de saber o que fazer quando fazer.

    o moço infelizmente também não está sendo (foi?) diferente. tudo tão mágico, parecia tão certo. ainda parece, não sei. só não é como eu gostaria, como eu até precisava. por outro lado, como eu poderia me envolver com alguém tão profundamente tão depressa? e se eu escolhi algo assim justamente pq eu simplesmente não posso arcar com um relacionamento mesmo, pq... bom, pq até seis meses atrás minha vida era outra.

    sim, eu me dispus a mudá-la completamente. e quando eu vi, tava sozinha nessa. só eu dei a cara a tapa e considerei mudar tudo, cada centímetro. e acho que vou ter que fazer isso de novo. só que... só que eu tô cansada. muito.

    graças a deus pelos quadrinhos que eu tenho pra ler, os zines que eu tenho que produzir, a revista que eu tenho que lançar, as traduções que eu tenho que fazer, todo o tempo do mundo que eu ocupo sendo a pessoa que tem que funcionar no mundo e que, de outra forma, eu não conseguiria ser. pq hoje dói, tem sido assim faz um tempo e eu não tô com olhos pra enxergar a saída.

    tudas essas reflexões por causa de um celular que ficou numa mesa de um bar que já nem é mais o mesmo, segundo me disseram... cada coisa que faz a gente pensar na vida. o lado bom: não é a primeira vez e não vai ser a última que eu começo de novo, e sempre do zero. e em exatos 12 dias meu inferno astral acaba, se eu acreditasse nessa porcaria.

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    coisas legais, pq toda vida tem delas também:

    1) entrega do angelo agostini. agora que eu decidi mesmo que, por bem ou por mal, essa vai ser a minha especialização e tô me atolando de coisas pra fazer na área, eu realmente preciso começar a frequentar esses eventos. cadú quase teve uma parada cardáca no palco pra falar do zine dele. foi engraçado de ver. de quebra, conheci o gabriel bá. estaranh ver pessoalmente pessoas que a gente só conhece por desenhos.

    2) aniversário da carol: foi muito legal, tirando a perda do celular. ela é uma menina muito meiga, que realmente merece tudo de bom. gente do bem. adoro gente do bem.

    3) consegui cancelar o aparelho de cel também, não só transferir meu chip. espero que o puto que bateu meu telefone na minha cara três vezes passe muita, muita raiva com um aparelho travado. e bata de cara num poste tentando fazê-lo funcionar. e descarte logo o pedaço da minha vida que ficou com ele, pq me injuria de maneira absurda que uma coisa que me signifique algo esteja na mão de alguém de índole indicutivelmente duvidosa.


    terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

    a capacidade de adaptação do ser humano é incrível. a gente se acostuma com o governo bush, com dor de dente, com chifre, com abandono, com a era glacial... bicho mais difícil de varrer da terra não há. só tem uma coisa com a qual a gente não se acostuma de forma alguma: a morte.

    ok, eu entendo perfeitamente. A idéia de nunca mais pra quem não acredita em outro lado ou a idéia de só daqui muito tempo pra quem acredita é terrível. tem gente que mal lida com a idéia de ver quem ama uma vez por semana, que há de se dizer do fato de não ter nem esperança de topar com a pessoa sem querer na rua? assim, eu realmente acho absolutamente compreensível que a morte seja um evento não só traumático, mas também que tenha criado em torno de si toda uma ritualística de despedida. mas juro que ainda não saquei pra que servem os velórios.

    tem uma lenda que diz que velório é a oportunidade que amigos e parentes têm para se despedir de um ente querido. eu, particularmente, considero os velórios uma das coisas mais cruéis e sem sentido que há. vá lá que no tempo do onça as pessoas eram veladas pra se ter certeza absoluta de que tinham morrido e não estavam tendo na verdade um ataque de catalepsia. assim, os velórios tinham uma utilidade prática, e utilidade prática é praticamente a única coisa que justifica uma coisa desse tipo.

    nunca gostei de velórios. detesto aquele cheiro, aquele clima, aquele monte de flores, as pessoas perguntando “tudo bem?” no automático, a disputa de quem sofre mais (o ser humano é asqueroso mesmo, sempre tem uma disputa para ver quem sofre mais, pode reparar). mas o que eu mais detesto é ver as pessoas que amavam aquele pai, filho, irmão ou amigo ficarem ali, presas àquele ambiente, morrendo de medo da hora em que vão fechar o caixão e elas nunca mais vão ver aquele rosto querido. e percebe que, a menos que proíbam os velórios por lei, quem é que vai resistir a esse apelo? Passar a mão na testa da filha uma última vez, mesmo gelada? Beijar a mão do avô? O lábio do marido?

    bem fez o meu tio, depois de 30 anos de casamento e 20 de luta contra um câncer terrível que acabou por levar mesmo a minha tia: ficou longe, sentado em uma lanchonete do lado de fora do cemitério, e nem acompanhou a procissão. afinal, como é que a gente diz adeus pra alguém que não queria ver indo embora nunca?

    agora me diz, faz algum sentido uma coisa dessas?


    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

    esboço de um poema que eu acho que vinga:

    sei quando quero alguém.
    todas as noites são pouco para tantos sonhos e
    todos os dias não comportam tantos pensamentos.
    porque tua alma freqüenta minhas madrugadas
    enquanto minha imagem preenche seus devaneios.

    sei quando deixei de ser.
    você fugiu dos meus sonhos e esquiva-se (ainda) da rotina
    que eu, sempre ingênua, acreditei que existiria
    pelos próximos... quantos anos eram mesmo?


    vamos trabalhar mais um pouco nele. quem sabe o final ainda seja melhor...

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    resolução nova: só escrever em minúsculas. tô ficando cheia de manias...


    segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

    Nó na garganta de mágoa profunda por uma série de motivos, abaixo enumerados:

    a) Presa em casa muito tempo de tanto trabalhar, tive que sair pra ir ajudar meu avô no museu no único dia em que não podia: o dia da venda dos ingressos do U2 pelo telefone. Quando eu cheguei, sem condições de conseguir comprar. Acabou tudo ontem e eu não vou, bem simples.

    b) Meu amigos vão, pq a única pessoa que conseguiu comprar também é uma das únicas pessoas com quem eu parei de falar na vida, de um total de três. Ainda assim, me senti muito, muito, muito excluída. Como se os meus amigos, que me cobram sempre atenção e dizem que eu sumo e uso desculpas diversas pra fazer coisas outras que não sair com eles, na hora do vamos ver, não estavam nem aí. e ainda ter certeza que vão dizer que se eu não sumisse era capaz de não ter sido assim. Mágico, enfim.

    c) Nem tanto pelo show do U2, que eu já assisti uma vez e, na boa, ia me dar crise de choro por causa do Thiago, situação pela qual eu não fazia mesmo questão nenhuma de passar. Mas eu queria muito ver o show do Franz Ferdinand. Aí, fui ver se dava pra ver o show no Rio, mas o show extra de lá tá esgotado também.

    Só posso agradecer pelo contingente de amigos que eu tenho que não ia nesse show desde o princípio e pelo fato de que eu posso jogar toda a culpa dessa merda no meu inferno astral.

    A primeira decisão que eu tomei no meio disso tudo foi não comemorar porra de aniversário nenhum. Não me lembro de ter muito de legal pra dividir com ninguém, e não acho que essa situação vai se reverter até o dia 4 de março.

    A segunda foi não me preocupar se uma superbactéria matar todo mundo no mundo todo. Eu vou é aprender a pilotar um barco e ficar mostrando o dedo pro vazio do alto da Torre Eiffel. E antes que digam que ficar sozinha vai ser ruim, desculpa, mas não há nada que os homens façam que não possa ser substituído por meios mecânicos. Ou até tem, mas o custo-benefício é alto pacas mesmo, não vou ligar de empregar menos recursos pra ter um produto final muito semelhante ao original.

    A terceira é que eu juro que se alguém mais me acusar de falta de consideração um dia na vida, apanha.


    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

    HAUAHUAHAUHAUHAUAHUHUAU

    Ten Top Trivia Tips about Roberta!

    1. There is no lead in a lead pencil - it is simply a stick of graphite mixed with Roberta and water!
    2. Roberta will become gaseous if her temperature rises above -42°C.
    3. Pound for pound, hamburgers cost more than Roberta!
    4. In 1982 Time Magazine named Roberta its 'Man of the Year'!
    5. Roberta is only six percent water.
    6. The Asteroid Belt between Mars and Jupiter is made entirely of Roberta.
    7. Roberta will often glow under UV light.
    8. Roberta is physically incapable of sticking her tongue out.
    9. Three seagulls flying overhead are a warning that Roberta is near.
    10. It takes a lobster approximately 7 years to grow to be Roberta.
    http://thesurrealist.co.uk/trivia.pl" method="get" style="background-color:#5F5F42;color:#CFCF95;padding:4px;text-align:center">I am interested in - do tell me about


    ESSA É ÓTIMA!!!


    Se eu disser que algum espírito de porco tinha trocado duas teclas do meu teclado de lugar vcs acreditam? Passei dias sem enteder pq diabos eu queria barra e saía ponto e vírgula, queria dois pontos e saía interrogação... Depois de muito brigar ocm o meu painel de controle e com as configurações de idioma é que me dei conta de que as teclas estavam invertidas...

    Agora, persiste a dúvida: pra que cargas d'água alguém faz isso?


    Tem dia que se trancar sozinho no quarto parece estar sozinho no mundo, não parece? E vc fica lá, pensando que deveria ter consumido menos carboidrato no jantar, que o carnaval tá chegando e vai ser axé pra todo lado (nessa hora vc realmente deseja estar sozinho no mundo e até dá tristeza lembrar que não está), pensando na tendinite de digitar 16 horas quase que initerruptamente...

    Já pensei se eu gostaria de ser sozinha no mundo. Primeiro: pra ser meramente suportável, as pessoas teriam que ser todas abduzidas, pra não ficar uma porção de corpos por aí se decompondo em virtude de uma superbactéria que matasse o mundo inteiro menos eu. Também não podia ser hecatombe nuclear, ou o mundo ficaria intransitável e eu nem quero morar no esgoto ou ter que conviver com mais um braço ou perna. Partindo do princípio que ninguém mais ficasse, eu ia me matar o tempo que levasse pra eu atravessar e conhecer as Américas de carro. Sim, pq depois disso, me digam: como eu iria pra qualquer outro lugar, se eu não piloto avião nem barco nenhum?

    Conclusão: todo mundo tem que aprender a dirigir um meio de transporte que permita atravessar o oceano caso o mundo esvazie de repente.

    Pra vc ver o que um dia inteiro trabalhando feito uma fdp não faz com um ser humano...

    Seu texto é o próximo, Rô! Esse não tinha que pensar...


    segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

    ...

    ...

    ...

    Tõ tão cansada que tô com febre...

    E eu sei que vc tá chateada, amiga, mas é até injusto. Já bastava o fato de que eu queria ter estado com vc pra curtir essa ansiedade pré-mudança total e não ter conseguido, agora tô me sentindo culpada pq não tive como...

    Ah, sei lá. Todo mundo sempre acaba chateado comigo, eu devo mesmo fazer/não fazer as coisas. De qualquer forma, boa sorte. Te amo!


    Sabe aquele dia que deu todo errado? Então, é hoje. Tá dando desde a meia-noite. E olha, ainda são 11:59 hr da manhã.

    É. Não tem ano-novo chinês que bata inferno astral e, na boa, esse promete ser terrível!


    sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

    Ai, Senhor! Senhor, Senhor, Senhor!

    Será? Assim? Não pode ser verdade, seria... Seria a coisa mais legal que já me aconteceu na vida!

    Por favor, não me perguntem! Quando eu souber, eu falo! Mas acho que demora.

    Eu nunca tenho certeza de nada...


    quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

    Qual o problema de ser obcecado?
    O que há de errado em ser obcecado?
    O que há de errado em sentir tanto a tua ausência
    que o próprio ar sufoca ao mais leve sinal de você?


    terça-feira, 24 de janeiro de 2006

    Sabe, eu tento tomar o maior cuidado do mundo pra não machucar as pessoas que eu amo. Nem sempre eu consigo, as lágrimas dos meus afetos rolaram mais de uma vez por minha causa que eu sei, mas eu pelo menos TENTO. Ninguém me vê puta ou chateada e não fica sabendo o motivo. Ninguém me irrita sem descobrir o quanto. Ninguém me faz chorar e não fica sabendo... Mentira, já chorei sem saberem, mas esses normalmente são casos sem solução, nos quais a única coisa que dá pra fazer é chorar quietinha ou nem tanto num canto.

    Detesto o não dito, o subentendido, o óbvio ululante quando se trata de resolver questões com outras pessoas. O óbvio tem que ser dito, o subentendido tem que ser explicitado, as entrelinhas têm que tomar de assalto o texto principal. Ficar esperando passar ou parar de incomodar cava buracos em qualquer relação. Estupidez ou não, manda. A gente briga, se for o caso. Fugir de discussão é não dar chance pras relações crescerem, pq é fácil gostar de alguém que faz tudo como a gente quer, até que a gente descobre que isso na verdade enjoa e dá no saco e procura alguém com quem vai ter que quebrar muito pau na vida pra dar certo.

    Fugir de conversas que podem surgir por motivos bestas ou não e podem ou não virar discussões é passar um atestado de que vc não se importa nem confia o suficiente naquela pessoa pra se dar ao trabalho de, além de expor as suas neuroses, medos e encanações, gastar tempo resolvendo assuntos importantes. Sim, pq toda conversa entre duas pessoas é importante. Principalmente as que a gente cala.


    Aconteceu assim, num dia e hora quaisquer.
    Nem me lembro como ou onde, só lembro...

    Só lembro do quanto achei suas mãos brancas
    e seu olhar cinzento. Não ria do tombo
    que quase sufocou os mais desavisados.

    Seus olhos olhavam como se assisitissem

    à última queda da minha vida.
    E foi.

    Que de lá pra cá, ainda não consegui

    achar a menina que ralou o joelho aquele dia.
    Ela se perdeu em algum lugar

    entre o seu olhar e as minhas lágrimas.

    -.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

    Eu simplesmente AMO descobrir bandas boas do éter! Tem coisa mais gostosa do que pegar um CD de um povo que vc nunca ouviu na vida e amar de paixão? Tá, eu sei que tem, mas CD bom quando vc nem espera tá entre as 10 mais, não tá? Principalmente se no CD em questão tem uma música com uma letra que diz “The hell with you!

    Eu sinto saudades da época em que eu não fazia absolutamente nada, nem viver direito, sem ouvir música. Vários micos eu paguei com o fone de ouvido na orelha, cantando maior empolgada no meu quarto e alguém abria a porta, só que eu tava de fone de ouvido e então não ouvia nem a pessoa entrar nem gargalhar alucinadamente da minha total incapacidade de ser ao menos superficialmente afinada.

    Eu tenho esse problema de agir feito uma pessoa com transtorno forte de personalidade quando estou sozinha; eu canto, eu falo, eu danço, eu invento histórias, eu treino inglês e francês em conversar imaginárias (e dou uma de Guimarães Rosa e saio inventando palavras... mas acho que em outro idioma não vale, né?), eu finjo de monte quando não tem ninguém por perto. Exatamente como eu fazia quando era criança. Fuga total. A minha melhor tática pra pegar no sono é começar a criar uma história na minha cabeça na qual eu esteja deitada. Aí, eu vou criando os diálogos com as pessoas que eu finjo que estão no recinto comigo, e assim vai, até que o meu monólogo super povoado de pessoas imaginárias vira sonho e eu durmo.

    Aliás, falta de colo. É a única falta que eu to sentindo assim, tipo... muito.


    segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

    Então.. eu não ligo de levar tapa na carra e rasteira da vida. Não mesmo. Dói, enche o saco, irrita, dá crise de choro, acontece um monte de coisas, mas eu sei que tudo passa. O que não me entra na venta é levar invertida sem saber que foi que eu fiz pra merecer o esfrega.

    -.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

    Grandes ensinamentos do final de semana:

    1) Se vc sair pra tomar banho de chuva no calor, cuidado: pode pegar uma gripe. Principalmente se estiver ventando mais que no Kansas.

    2) O horto florestal é MUITO longe. Mas MUITO longe mesmo. Mas lá moram pessoas muito legais!!!

    3) Se tem uma voz na sua cabeça dizendo "Faça isso" ou "Não faça isso", preste atenção. Se vc estiver ouvindo com os dois ouvidos, há duas opções: o demônio está tentando dominar seu corpo pra fazer alguma imbecilidade do tipo destruir o mundo e não ter em quem mandar pq vai todo mundo morrer, ou procure um psiquiatra, que pode ser só um desequilibrio mental básico, tipo esquizofrenia (há quem diga que as duas opções na verdade são a mesma coisa, mas ainda não saquei se é o demônio ou a esquizofrenia que não existe de verdade) . Agora, se for uma voz só dentro da cabeça mesmo, acompanhada de uma sensação de "Eu não devia mesmo fazer isso" ou "Eu devia mesmo fazer isso", segue o que a diaba tá falando. Ela com certeza sabe mais que vc, do que quer que seja, sempre.


    sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

    Ah, e postei uma foto da Ju, a criança que se a mãe quisesse, eu criaria fácil!!!

    Olha que amor!!!!


    Parada rápida (pois graças a Deus estou atolada de trabalho) pra dizer que ficar sozinha em casa, sem ninguém, só eu e os móveis e os barulhos velhos conhecidos, é TUDO DE BOM!!! Essa casa na praia da minha tia está me proporcionando os maiores momentos de paz absoluta da minha vida: todo mundo desce pro litoral e me deixa aqui!! Deus queira que continue fazendo tempo bom!!!


    domingo, 15 de janeiro de 2006

    Sabe quando vc quer muito acreditar em uma pessoa? Muito mesmo? Ela te diz tudo que vc espera ouvir, não de mais ninguém, mas dela mesmo... E vai ver que é justamente esse o problema. Parece tudo verdade... Quer dizer, quando ela senta e desenvolve e se dá ao trabalho de explicar as coisas pra vc, vc acredita. Vc acredita quando tá perto. Vc acredita quando lê e quando ouve, e principalmente quando olha nos olhos dela e parece que lá tem todo um mundo não que te pertence, mas do qual vc acredita que faça parte, pq quando vcs estão juntos, ela consegue fazer com que vc sinta isso.

    Aí chegam a vida, os problemas, a insegurança natural de toda relação e a insegurança infinitamente mais aterrorizante que relações mais complicadas geram e vc passa a sentir um medo terrível de que na verdade seja tudo verdade sim, mas só naquela hora: na hora em que ela diz ou escreve. Bate uma solidão tremenda de pensar que, quando vc tá longe, nada disso existe. O que existe é uma outra vida, a vida de verdade. Vc é o refúgio, a casa mesmo fica em outro porto. E ser refúgio parece legal, não parece? Então... Vc só percebe que não quando algumas coisas que pura e simplesmente não precisariam acontecer se vc fosse o porto outro te machucam muito, mas pura e simplesmente não poderiam ser diferentes. Quando parece que outras pessoas, independente do p q, são mais importantes que vc, mesmo quando aquela voz te diz que não tem nada mais importante que vc no mundo. Pena que as palavras, por mais bonitas e inspiradas e sinceras que sejam, nunca se equiparam às ações. Nunca se equiparam a alguém cuidar de vc o suficiente pra não te magoar, principalmente quando a opção de te magoar significa que alguém vai ser poupado em seu lugar e, de novo, não há como ser diferente.

    Tem hora que tudo o que eu queria era esquecer, sabia? Acontece de vez em quando, inclusive com menos freqüência do que seria de se esperar, mas quando acontece... É devastador demais. E eu não tenho muitas opções pra lidar com isso: ou as coisas são como são ou simplesmente não são. Ok, ninguém disse que seria fácil, mas tem mesmo que ser tão difícil? E p q eu tenho a impressão que só é difícil assim pra mim? P q todo mundo lida tão bem com tudo isso menos eu? Eu te digo pq: pq eu não procurei, mas achei...E, se por um lado é maravilhoso, fantástico, mágico e quase perfeito, as poucas imperfeições são por vezes grandes demais, sofridas demais. E eu também sei que vou perder. Quando? Essa é a grande questão. A pior parte é que, se tudo for verdade de momento, a única machucada vou ser eu. Menos, mal, né? Agora, se for verdade de verdade, a pobre da vida ainda vai levar a fama de cruel, de injusta, de ser uma decepção. Porque nessa hora, ninguém vai estar pensando que pessoas que agarram pessoas não estão sendo apenas atiradas ou passando atestado que têm mesmo um parafuso a menos, mas sim estão correndo atrás do que elas querem. Ninguém vai lembrar que levar em frente uma coisa que te faz mais feliz que miserável tem mais a ver com esperança do que com qualquer outra coisa. Ninguém vai lembrar que, mesmo que vc escolha não escolher, ainda assim vc vai estar fazendo uma opção. E que a pobre da vida só seguiu o caminho que deixaram pra ela seguir já que, como dizia Quintana sobre os rios, ela não pode parar...


    sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

    Conversa com a menina de cinco anos mais linda do mundo conhecido:

    "- Juliana, tem certeza que esse espinho ainda não saiu? (com a pinça na mão, tentando tirar um espinho invisível do dedão dela, morrendo de medo de machucar a menina e a mãe dela vir me degolar com a colher de pegar arroz)

    - Tenho, tia. Tá doendo.

    - Acho melhor chamar a sua mãe, vc não acha?

    - Olha ele aqui... (e espreme a parte de baixo do dedão do pé tentando tirar o espinho)

    - Zeneide, vem aqui um pouco, por favor? (controlando o pânico absoluto na minha voz)

    - Tenta de novo, tia!!! (com a carinha mais linda do mundo desconhecido também).

    -Que foi, Ju? (mãe, com cara de ciúmes/que bom que ela me deu paz/será que é grave/cuidado ou te mato)

    - Ela disse que tá com um espinho no pé (terror incontrolável no meu fio de voz)...

    -Olha, mãe, aqui! (e espreme de novo)

    - Deixa a mamãe tentar tirar...(mais calma um pouco, pega a pinça e tenta tirar o espinho que, eu noto, ela também classifica na categoria de "coisas que a gente finge que faz pra acalmar a criança")

    - Ai, mãe!!! Doeu!!! (olhinho cheio de lágrimas)

    - Peraí um pouquinho (eu, com cara de quem descobriu mesmo a resposta pra pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais e espera que a terra não seja demolida dessa vez, e vou buscar um spray com anestésico. Espirro o negocinho). Pronto, agora é deixar secar!!! (saio pra guardar o spray)

    - Mãe, a tia é mágica!!! (com cara de encantada, falando bem baixinho)"

    Claro que, adulta estúpida que sou, soltei uma piada do tipo " A alopatia é mágica!" depois disso, mas fiquei mesmo pensando que mágicas são as crianças. Certo tava o Moon (ou será que foi o Bá?) quando disse que as crianças sempre dizem alguma coisa que faz o dia valer ou que bota um sorriso na cara da gente, ou algo pelo aí.

    A Ju é mesmo uma princesinha de vestidinho rodado, olhos enormes de ressaca (achei, achei o diabo do olho) e cabelo preto ondulado até a cintura, meiga como uma flor, com uma tossezinha de dar pena. Vontade de levar pra casa, até que eu lembro que não quero ter filhos. Mas eu juro que tem uma meia dúzia de crianças que eu não ligaria de criar. Ela tá no topo da lista!!! E pensar que eu tava apavorada com a ídeia de que teriam seis crianças na casa. A verdade é que os quatro adolescentes e os 16 adultos tão dando muito mais trabalho, eu incluída.


    quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

    Este é, atualmente, o poema mais lindo do mundo. Talvez o seja até o fim dos tempos, não sei. O que eu sei é que a praia não tá tão ruim quanto poderia, pois amigos muito queridos estão nos visitando. Mas... tá faltando alguma coisa... Aliás, faz um tempo que em determinadas situações falta alguma coisa.

    Verde. Sempre falta verde. Muito pouco verde no mundo. Um dos motivos pelos quais eu amo a Fê, vai ver. E o poema tá faltando até agora...

    PRESENÇA

    Para Lara de Lemos

    É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
    teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
    das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
    É preciso que tua ausência trescale
    sutilmente, no ar, a trevo machucado,
    a folhas de alecrim desde há muito guardadas
    não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
    Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
    e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
    É preciso a saudade para eu te sentir
    como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
    Mas quando surges é tão outra e múltipla e imprevista
    que nunca te pareces com o teu retrato...
    E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!

    Mário Quintana

    Esse é o cara!!!


    quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

    Algumas coisas inesperadas acontecem e fazem a gente pensar em como nada na vida é perdido. Nem aquilo que a gente acha que é.

    Esses dias, fuçando em algum desses sites, provavelmente o orkut, eu achei o endereço do blog do Daniel, primo do André. Aqui cabe uma explicação: o André foi meu namorado na época da faculdade. Foi uma das pessoas mais importantes da minha vida, na verdade. Meus relacionamentos se dividem em antes dele e depois dele, e olha que quando nós namoramos eu já tinha até sido noiva. Mas uma das coisas mais legais a respeito do nosso namoro era a família dele: eu amava a família do André. A mãe, os dois irmãos, os quatro primos e os tios, em especial, eram minhas paixões. Eu praticamente morei na casa dele durante o nosso namoro, e todas as semanas a gente ia jogar tranca com os tios dele.

    Não me perguntem p q a família dele me tocava tanto, não sei dizer. Não era só o fato deles serem legais, era algo mais. Minha família nunca foi uma família grande, acho que esse era um dos fatores. O outro é que eu realmente sentia que eles eram minha família também. Na época, eu tinha certeza que o André era o homem da minha vida e essa relação com a família dele era uma das coisas que confirmavam essa certeza. Não me entendam mal: a família do Thiago, por exemplo, me era muitíssimo querida. Mas a família do Thiago eu sempre vi com algo vinculado a estar com ele, algo que eu nunca levaria pra fora do nosso relacionamento. Isso não aconteceu com a família do André. Até hoje eu falo com a mãe e com os tios dele. Pouco, mas falo. E os amo de paixão. Os irmãos eu vejo muito raramente, e os primos quase nunca. As primas dele eu até encontrei umas duas vezes, mas o Daniel acho que eu nunca mais vi depois que a gente terminou. E é louco isso, pq eu realmente acho que nenhum deles tem a menor noção da diferença que fizeram na minha vida. E o vínculo era pra existir, não tem jeito. Anos depois de findo o meu namoro, encontrei com a Rose, a tia dele, mãe do Daniel, no velório do meu tio. Os tios deles e os meus tios eram amigos de longuíssima data. Até vi fotos das crianças pequenas na casa da minha tia, depois. Um lugar muito pequeno, o mundo.

    Mas voltando ao Daniel: o Daniel era um dos melhores amigos do André. Aliás, era uma família que se relacionava toda muito bem, tirando ele o e irmão mais novo. De qualquer maneira, eu me lembro que o Daniel foi a primeira pessoa da família do André que eu conheci. O Daniel me consolou um dia, na casa dele, na volta de uma festa da Medicina da Usp na qual eu tinha ido com a Lígia, uma das irmãs dele, e ele tinha ido com o André. Nós nem namorávamos mais e eu vi o cara xavecando outras minas. O Dani me deu a maior força, a gente conversou até o amanhecer, ele me contou que ainda era apaixonado pela ex, foi muito legal mesmo. Coisas pequenas, das quais ele nem deve lembrar, mas que fizeram diferença pra mim.

    Pois bem: depois de findo o meu namoro, só tive notícias dele através de pais e tia; que ele e o André tinham ido morar juntos. Depois, o André casou e ele foi morar sozinho. E acho que meu arsenal de notícias sobre ele acabava por aí. E então eu achei esse blog. Muito legal mesmo. Conta o dia-a-dia dele em Montreal, onde ele está estudando.

    Muito timidamente, eu deixei um recado, dizendo que tinha gostado bastante do blog. Mas, sinceramente, não esperava resposta nenhuma. Quer dizer, que eu terminei com o André tem uns cinco ou seis anos... P q ele responderia, não é? Eu até fico sabendo disso ou daquilo pela mãe dele, que eu adoro e com quem eu eventualmente falo, mas que diferença poderia fazer a ex-namorada do primo? E então, ele me deixou um recado muito fofo, dizendo que lia meu blog e gostava, e me desejando feliz ano-novo de uma forma que me deixou absolutamente tocada.

    Me chamem de boba. Eu até sou mesmo, eu sei. Mas eu realmente tenho muito carinho por eles todos. Durante dois anos, ele foi meu primo. Depois, achei que ele talvez tivesse tomado as dores do André, já que nós não terminamos muito bem e eles eram amigos pacas. Não me peçam pra explicar porque eu fiquei tão feliz com o scrap que ele me escreveu, eu não sei explicar direito. Só sei que esse recado me deu a impressão que aqueles dois anos renderam mais do que eu esperava. Mais coisas boas do que eu esperava. Que alguma vezes... sei lá... a gente toca as pessoas também, mesmo que um pouquinho.

    Post em sua homenagem, moço Daniel. Feliz Ano-Novo pra vc também, de verdade!!!

    Beijos


    domingo, 1 de janeiro de 2006

    Preciso dizer que nunca tinha ouvido falar dessa música nem dessa mina até essa música vir junto com umas do Franz Ferdinand que eu tava baixando. E sabe quando a música te pega? Essa me pegou!!! Não curto postar letra pq acho que ninguém tem paciência de ler e pq mesmo que leiam a coisa nunca vai dizer pros outros o que diz pra vc. Mas essa tá sendo a trilha sonora do primeiro dia do ano pra mim, então segue:

    Try

    Nelly Furtado

    All I know
    is everything is not as its sold
    but the more I grow
    the less I know

    and I have lived so many lives
    though Im not old
    and the more I see the less I grow
    the fewer the seeds the more I sow

    chorus
    Then I see you standing there
    wanting more from me
    and all I can do is try

    then I see you standing there
    wanting more from me
    and all I can do is try
    try

    I wish, I hadn't seen
    all of the realness
    and all the real people
    are really not real at all

    the more I look the more I love
    the more I cry the more I cry
    as I say goodbye to the way of life I thought I had designed for me

    chorus
    Then I see you standing there
    wanting more from me
    and all I can do is try

    then I see you standing there
    I'm all I'll ever be
    but all I can do is, try
    oh ooh try, try, try

    All of the moments that already past
    try to go back and make it last
    all of the things we want each other to think
    we never will be
    we never will be as wonderful
    thats love
    thats you baby, this is me baby
    we are, we are, we are, we are, we are, we are,
    free...
    in our love
    we are
    free in the love

    Try !!!

    Feliz 2006, gente!!!


    sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

    Ficar em São Paulo em feriados grandes tipo Natal e Ano-Novo é uma delícia!!! A cidade toda muda de "vibe", como diria o Fernando: a Paulista tava quase vazia hoje, a galera anda mais devagar, tem menos stress na cara e nos movimentos das pessoas... MUITO legal! Pretendia vir a pé da Paulista até em casa, tava de mochila nas costas (foi minha melhor aquisição esse ano, não sei como a mulherada se conforma em andar de bolsa nessa vida) e tênis no pé, o tempo tava meio nubladinho e fresco, ao contrário do calor digno do mármore do inferno que tem feito... e que fez chover.

    Ando meio curtindo caminhadas, o que é bom. Acho que alguns dos efeitos de parar de fumar estão aparecendo agora e esse é um deles. Eu tenho disposição pra caminhar pacas, na maioria das vezes não tenho é o sapato mesmo, já que eu vivo de saltinho ou saltão. Mas queria ter vindo curtindo o frescor e o vazio da cidade, tava até pensando em um caminho legal de se fazer pra pegar umas ruas mais arborizadas e tal. Pena que choveu.

    Tô curtindo ficar sozinha em casa. Eu achei que depois do primeiro dia iria querer me jogar da ponte de tédio, mas não. Minha família tava me matando mesmo, eu precisava de descanso. Acho que isso dura mais a primeira semana de 2006, pq minha mãe volta só na sexta-feira dia 06 (êhhhhhhh, niver da fê de 23 anos, hehehehehe) e minha avó parece que só dia 9. Recarregar as baterias nesses dias, e rezar pra entrar trampo. Eu preciso mesmo trabalhar. Tô noiada com todas as contas pra vencer em janeiro já.


    quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

    2005 tem que acabar e janeiro tem que passar rápido... O ano-novo chinês só começa em 9 de fevereiro, e eu ando botando mais fé nesse que no nosso...

    Saldo de 2005? Se contarmos que eu sobrevivi a esse ano, o saldo foi positivo. Teve show do Pearl Jam. Isso, somado ao fato de que conheci pessoas que mudaram minha vida, mesmo que não perdurem, já faz de 2005 um ano digno de ser lembrado com carinho. Me envolver mais com quadrinhos me deu um rumo que eu não quero perder, porque este também foi o ano das perdas: Thiago, Patrícia... Ainda bem que a Link morreu ano passado. Prefiro diluir a dor...

    Planos pra 2006? Quadrinhos, muito. O resto tá incerto, até o que eu tinha certeza. A viagem, a mudança, vai tudo ter que ser reanalisado dada a minha nova condição de arrimo de familia. A única certeza é que eu não vou deixar 2006 ser um ano como 2005. Nem fodendo.

    De faot para as próximas semanas são o ano-novo na Denise e a Dj Club na sexta com o Van Gogh, pq a Leila vai curtir o namorado e o resto do mundo tá viajando. Talvez o Van Gogh passe o ano-novo com a gente. Muito surreal tudo...

    Feliz ano-novo pra todo mundo. Espero que 2006 seja um ano muito melhor do que 2005, e olha, poucas pessoas vão dizer isso com tanta sinceridade. Amo vcs, pessoas que eu amo. E pra vc, paçoca!!! É, vc mesmo!


    quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

    Eu tenho duas listas pra escrever: uma de coisas que eu quero pro ano que vem. Outra é uma lista que eu andei comentando, mas que na real eu nunca fiz: o que o cara perfeito tem que ter, se eu acreditasse em caras perfeitos. A primeira é meio trash, pq tem umas coisas que eu só quero por causa dos problemas que eu andei tendo. A segunda é mais leve. Muito dela só apareceu depois que eu conheci uma pessoa que tem um monte de pequenos detalhes que eu acho mágicos e sobre os quais eu nunca tinha pensado a respeito. Como eu ando muito deprê, acho que vou fazer a segunda.

    Explicando: Com relação às características físicas, eu não ligo muito, mas se é pra escolher, vou pelas preferências absolutas. Isso quer dizer que é o que eu acho lindo, mas não necessariamente o que eu consumo.

    1. Olhos verdes. AMO olhos verdes. As lentes de contato que eu comprei no 2° colegial que o digam.
    2. Alto. Prepotência da minha parte, baixinha que sou. E a maioria dos meus namorados não era alta. Mas eu curto. Me sinto protegida, sei lá. Tem preferência que não se explica.
    3. Não pode ser magro. Detesto homem magro. Já saí e já noivei com cara magro, mas realmente não gosto.
    4. Moreno. Eu não sou chegada nos loiros mesmo. Não fazem meu tipo. Sei lá, acho meu irmão um dos caras mais lindos do mundo, mas é pq ele é bonito mesmo. E acho que ele ficaria melhor moreno.
    5. Inteligente. IMPRESCINDÍVEL. Eu não consigo sentir nada por homens que não me estimulem intelectualmente. Inteligência é o melhor dos afrodisíacos.
    6. Independente. Eu não consigo lidar com pessoas que jogam a expectativa da sua felicidade nas minhas costas. Em relacionamentos é realmente pior.
    7. Sensível. O suficiente pra saber quando eu preciso de colo no alto dessa minha pose de não preciso de ninguém e quando eu preciso ficar sozinha pq não agüento lidar com mais ninguém além de mim.
    8. Educado. Eu abomino grosseria e curto moço que faz questão de andar do lado de fora da calçada.

    Daqui pra frente, são detalhes bobos, mas que eu realmente preferiria que fizessem parte do pacote: preferir campo à praia mas adorar o mar e detestar areia; ser mais sossegado que baladeiro: lembrar de dizer uma coisa fofa todos os dias, mesmo em dia de briga feia; saber dizer só “vai ficar tudo bem” quando eu me desespero com ou sem razão; confiar em mim o suficiente pra entender que no começo eu sou muito carente, mas que a segurança me deixa algumas vezes desencanada demais e que isso não é pq eu deixei de sentir, é só pq eu deixei de ter medo; responder o que é que tá pensando quando eu pergunto; ser sincero, mas saber o q contar, pq ninguém precisa mesmo saber tudo; agüentar TPM com paciência de Jó; deixar eu cuidar quando fica doente sem achar que é estorvo; gostar de comer; ter confiança pra, ao invés de sentir ciúmes quando nota que tem alguém me olhando, ficar orgulhoso e me agarrar só pra mostrar “tá comigo”; não ligar pro fato de que eu faço amigos em absolutamente todos os lugares; gostar de desenho animado, especialmente os da Disney; me deixar ler por cima do ombro enquanto lê; gostar de jogar conversa fora debaixo das cobertas em dia frio de chuva; me deixar ler em voz alta as coisas que eu vejo e acho legais no jornal/revista/internet que ele ainda não leu; não ligar pro fato de eu falar muito e muito alto; relevar as coisas que eu digo quando estou com raiva de alguma coisa ou de alguém; querer falar comigo em primeiro lugar quando acontece alguma coisa boa, alguma coisa ruim ou simplesmente alguma coisa; não deixar eu inverter a situação quando a errada sou eu; saber quando pedir desculpas e não fingir que não aconteceu nada; pedir a minha opinião com sinceridade, não pra fazer tipo; gostar muito de ler; achar fofo o fato de eu chorar até lendo manual do ferro de passar-roupa; não ficar com vergonha pq eu gosto do Harry Potter; achar realmente que adotar é a mesma coisa que ter um filho consangüíneo; usar camisinha sempre que pular a cerca, desde o começo, inclusive pro boquete; não dizer eu te amo, mostrar eu te amo; não me magoar; não ser racional e parar sim de falar com as pessoas que me machucam; fazer eu me apaixonar a ponto de acreditar que as outras seis bilhões de pessoas do mundo podem ser interessantes, mas não são ele.

    Não é tão difícil, viu? Como eu disse, tem uns detalhes que eu já encontrei. E tudo isso em uma pessoa só é impossível, tenho certeza. Mas ei, é final de ano, todo mundo tá fazendo resolução, pq eu não posso fazer ilusão?


    sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

    Se todas as vezes em que desejei tivesse meu desejo sido saciado
    eu nunca teria dado valor ao acaso, ao destino jogado nesses dados
    que, como ondas, nunca reproduzem duas vezes o mesmo resultado e
    quando o fazem é somente para arrastar sonhos de sal e areia,
    jogados dentro daquela caverna no canto da praia na qual ninguém entra
    com medo do espírito da garota que foi feliz mas se deixou marcar pra sempre
    pela vida e só encontrou paz no frio e úmido abraço do mar,
    em meio ao naufrágio do faz-de-conta da alma agora para sempre aprisionada
    num tempo em que tudo era não amor, mas era...

    Não esse vazio que faz do corpo uma casca,
    não essa dor que a preenche,
    não esse desespero que varre os dias todos.
    Era sol.
    Ou chuva.
    Mas azul.
    ______________________________________________

    Eu não gosto de escrever esse tipo de texto. Detesto achar que vão ler e dizer que gostaram pra me agradar. Detesto pensar que não vão gostar. Mas eu escrevia muito disso quando tinha 12 anos e fiquei chateada por ter parado. Acho que andar com desenhistas e ilustradores por todos os lados me fez querer também produzir alguma coisa e não só consumir o que os outros fazem . Como eu desenho tão bem quanto canto (e quem me conhece sabe que como cantora eu daria uma ótima criadora de grilos falantes), achei melhor escrever.

    A verdade é que eu descobri um mundo terrível na minha cabeça. Acho que ele sempre esteve lá, mas eu sempre o reprimi tanto que não tinha nem me dado conta do buraco negro que ele tava abrindo ali do lado da hipófise. E alguém disse ser mais fácil escrever coisas legais quando a gente não tá legal. Vamos ver se é verdade. Pq, se for, eu vou ganhar um Pullitzer antes do final deste ano, com o andar da carruagem. Pq alguém também disse que a vida não era justa mas sim uma grande decepção. E eu tento não acreditar, mas aí vem o mundo e as pessoas e o buraco negro...

    Espero que seja falta de sono o meu mal.


    terça-feira, 6 de dezembro de 2005

    Eu deveria ter escrevido sobre o show antes. Agora, fica difícil falar que foram dois dos melhores dias da minha vida porque em um deles eu estava enfiada no meio de uma mentira, vivendo uma coisa que na verdade era outra. Como eu disse lá na hora, o Pearl Jam veio com 10 anos de atraso, e olha, nunca senti tanto por isso quanto agora. A vida era mais fácil, tinha rolado menos água por baixo das nossas pontes.

    Independente, na hora pareceu perfeito. Vou reter a sensação do momento em que Black tocou e tinham três meninas de 15 anos chorando dentro do posto médico e um cara vomitando amarelo deitado dois colchonetes pra frente. Nós não tínhamos crescido, não tinhamos errado, não tinhamos sofrido. Era só amor e música!!!


    segunda-feira, 28 de novembro de 2005

    Pras pessoas não ficarem dizendo que eu sou depressiva/deprimente, queria registrar que o dia tá lindo, eu já caminhei, tem muitos passarinhos na rua, nenhum cagou na minha cabeça (o que em deixa particularmente feliz) e eu tô me sentindo muito bem.


    Sabe, eu tinha escrevido um texto terrível, mas não vou postar. Acho melhor calar, e quem me conhece sabe que quando eu prefiro o silêncio ao som, o vazio à saturação, é pq... Bom, é pq não há mais nada além de silêncio e vazio. E sim, isso é ruim.

    Eu já aprendi este ano que querer não é poder. Não é uma lição que eu precise estudar de novo. Mesmo.


    domingo, 20 de novembro de 2005

    É madrugada de sexta pra sábado. Maior toró lá fora, eu aqui dentro trabalhando. Sensação ferrada de solidão, de novo. Acho que o que eu preciso é parar de trabalhar nas noites de final de semana e ir pra balada. Sempre que eu fico em casa trampando em dias em que todo mundo tá na rua ou na casa dos namorados ou fazendo outras coisas que não me incluem por impossibilidade total me dá esse vazio imenso. E eu desconheço outras formas de alterar a minha rotina. O que eu mais faço é ficar em casa!

    Verdade seja dita, tô numa fase em que eu nem consigo botar muito a cara na rua. Não fosse o curso no Centro Cultural e as cervejas com a galera lá, eu não sairia at all. Não é falta de convite, verdade seja dita. Mas não tem muitas baladas que me interessam, essa tosse absurda não passa, e...Meu Deus, o mundo tá CAINDO lá fora. Eu tenho que subir pra casa , ou seja, da casa do meu irmão, onde está a internet com conexão de 2 GB - isso mesmo, 2 GB, tudo muito muito muito rápido, menos o diabo do orkut - pra da minha vó, onde está minha cama, e há o mundo desabando entre os dois pontos. E eu tenho que levantar cedo pra trampar.

    Nem reclamo. O mês foi meio parado, preciso muito de grana, pra terminar de pagar o Thiago e pra poder comprar 3 ou 4 presentes de Natal. Também preciso rezar pra dezembro e janeiro não serem como os do ano passado. Caso contrário, tô ferrada!!!

    Mas... Ah, sei lá. Nunca sei exatamente o que é. Alterando estados de euforia com estados de chateação profunda. Ontem eu deitei na cama e chorei tanto depois de falar com a Denise, nem sei exatamente p q. Quer dizer, me chateia muito a situação dela, mas... Antes eu era tão dissossiativa!!! Péssima fase para relacionamentos, cheguei à conclusão no meio de um choro muito, muito sentido. Detesto isso, fico com umas marcas de sangue pisado sobre a pálpebra, parece que eu apanhei.

    De todos os sentimentos do mundo, o que eu mais odeio é a solidão, eu acho. Hoje, pelo menos, é.


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