quinta-feira, 27 de novembro de 2003

Um vento, uma luz, qualquer coisa...

Eu não quero saber o resultado do sorteio da megasena de antemão, não quero aprender a respirar sob a água, não quero que me revelem a fórmula da coca-cola, não quero atingir o nirvana, não quero o pote de ouro no final do arco-íris, nem quero que todo mundo seja são...

Eu não sei o que eu quero. Só sei que não é isso. Nunca foi isso. Nunca vai ser isso.

Quem já viu alguém que ama totalmente quebrado, no sentido literal e figurado, vai saber do que eu estou falando. E vai sentir toda essa dor, desespero, desconforto, desesperança e todos os des... que eu estou sentindo agora.

Realmente, quando uma coisa fica boa, um lado entorta. É o equilíbrio da vida. Pena que às vezes (e eu digo só às vezes mesmo, raramente até) a balança podia pender para um lado, o bom... Só um tempo. Não muito. O suficiente. Só.

Que Deus, ou Deusa, ou Krishna, ou Buda, ou Alá, ou quem quer que esteja ouvindo, possa fazer alguma coisa. Eu já esgotei as minhas alternativas.

Vou ficar com a luz e a ventania, e a chuva que já não cai... Se tudo isso faz sentido, talvez assim eu entenda que sentido faz...

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