Dá para imaginar quanta coisa eu tenho para fazer para já estar no quarto post do dia, não?
Sabe, este blog teve um aumento tremendo no número de freqüentadores. Isso é fantástico, mas me trouxe alguns problemas práticos:
1. Finalidade desta página
Então, a idéia inicial era ser isto um local para desabafar todo e qualquer tipo de problema, colocar minhas opiniões esdrúxulas, ter ataques de raiva, insensatez, desfaçatez, soltar impropérios, meter a boca no sistema, seja o estabelecido ou o que quer se estabelecer, ter chiliques e expressar todo tipo de desvio comportamental que eu e/ou meus amigos/colegas/conhecidos/desconhecidos/desafetos apresentamos.
2. Problemas observados.
Na época em que este blog se prestava ao fim acima exposto, era exatamente o que eu fazia. E, de repente, começaram a surgir pequenos problemas: uma pessoa que pára de falar comigo porque eu escrevi algo que ela não gostou, uma amiga que fica chateada porque ficou sabendo de algo que também não gostou e por aí vai. E só então eu me dei conta que outras pessoas liam meus posts. Isso foi antes da era dos comentários, muito recente nesta página.
3. Como estava
Quando me dei conta que as pessoas realmente liam isso aqui, passei a tomar um pouco mais de cuidado e colocar coisas de meu interesse que talvez interessassem a essas outras pessoas que, eu sabia, acompanhavam isso aqui. E ficou muito mais legal, tenho que dizer. Foi um salto evolutivo tremendo!!!
4. Mas, ah, a vaidade...
Aí, o que aconteceu: meu público se diversificou, e muito. Não estou reclamando: sou abençoada com amigos das mais diversos credos, cores, religiões, opções sexuais, raças, estilos alternativos de vida e cepas, e esses amigos trouxeram outros amigos, e isso aqui está batendo recordes de audiência. E eu gostei disso. Muito. Mas fui obrigada a notar que esses grupos, que eu divido em dois ou três, têm preferências por tipos diferentes de tratamento dos assuntos apresentados, por assim dizer. Há a galera Rodrigueana*, que curte coisas mais no estilo “A vida como ela é”, e há a turma Saramago*, que cultua a forma para expressão do conteúdo. E eu quero todo mundo vindo aqui sempre, porque o mais legal de um blog é falar para os outros, não para vc. Fosse isso, eu continuaria mantendo meus diários, cultivados a sete-chaves desde o sete anos (que não adiantou, que quando eu tinha 12 meu irmão leu tudo e isso constituiu trauma severo na minha infância).
5. Então, o que fazer?
Não sei. Acho que quem tem que fazer alguma coisa são vcs. E isso vai ser ter paciência quando eu me empolgar em dar uma de Machado de Assis (quem dera), ou então agüentar quando eu enfiar o pé na jaca até o joelho. Sim, porque tem dias que eu escrevo para fazer prosa, e tem dias que eu escrevo para fazer verso, mas como sou péssima em verso, fica verso em prosa, ou nem fica mesmo nada disso, mas eu gosto de achar que sim. E, por favor, não digam o contrário, que isso faria um mal tremendo à minha auto-estima.
* Dois dos meus autores favoritos, os quais resolvi prestar homenagem, criando grupos de pessoas ilustres e que mereciam nomes ilustres.
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