Hoje eu estou feliz (novidade, eu tô feliz faz uns dias, eu sei)!!! Li que o tio Luiz acha o meu blog interessante!!!
Sabe, o tio Luiz é o pai da Fê, que deve ser o ser humano mais citado neste blog nos últimos tempos (a Fê, não o tio Luiz). Como eu já devo ter mencionado em algum post, nós somos amigas faz só 18 anos... Nos conhecemos na terceira série do primário (agora é ensino básico, é isso?) e como somos MUITO vizinhas (tipo, eu moro no final do quarteirão, ela no começo), sempre fomos de ir da casa de uma para a casa da outra. O que quer dizer que eu também conheço o tio Luiz há 18 anos.
Quem me conhece e/ou tem lido isso aqui sabe que meus pais se separaram quando eu tinha só 04 anos. Não, eu não sou revoltada por isso. Não, também não sou carente, nem coitada nem senti falta, que não dá pa sentir falta do que vc nunca teve. Na verdade, levando-se em consideração a criação que eu teria recebido se tivesse sido criada pelo meu pai, acho que eu dei foi sorte!!! E não acho que isso seja desculpa para me conformar, mas também nunca fiz análise, então vai ver até é, e eu fui muito bem-sucedida, uma vez que estou conformadíssima.
O ponto é que a Fê é a minha amiga mais próxima há todos esses anos, então todo o parâmetro que eu tenho de uma relação entre pai e filha é a relação dela com o tio Luiz. E sempre foi uma relação muito boa. Quem tem um pai que late dentro de casa só para a megera da vizinha da frente achar que tem cachorro no apartamento, só porque ela odeia cochorro? Bem, a Fê tem. E isso é só um exemplo...
O tio Luiz levava a gente pro cursinho; o tio Luiz ia levar a gente pra primeira festa da faculdade, mas ai levou um tiro na perna (foi raspão, mas foi assustador), e acabou que foi mesmo é levado pro hospital, mas foi ele que acalmou a gente e ainda deu dinheiro pro táxi pra gente não perder a balada. E não sei se devo dizer isso com vergonha ou com orgulho, mas nós acabamos que fomos.
Eu lembro desse dia como se fosse hoje. E lembro de outros também, como quando ele escreveu uma peça toda desvirtuada da Cinderela pra gente representar no colégio, quando ele deu uma bateria de metal em miniatura para a Fê, entre outra muitas inhaquinhas legais que ele sempre comprava...
Não, eu nunca tive inveja. Eu fui uma criança bem feliz. Na verdade, eu não passei por grandes infelicidades na minha vida. Já achei que passei, mas hoje sei que a culpa foi dos hormônios, dos hormônios ou dos hormônios. E eu sou uma pessoa feliz. Nunca senti falta de ter pai, porque eu tive três mães, praticamente. Mas, se eu tivesse que escolher como seria a minha relação com o meu pai, eu gostaria que fosse como a da Fê e do tio Luiz. Não perfeita, mas rica em histórias e amor. Isso sempre sobrou. Até um pouco pra mim também. E eu só tenho a agradecer por isso.
Obrigada, vcs dois!!!
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