quarta-feira, 29 de outubro de 2003

Continuando a fase High Fidelity, vamos á lista que mais é a minha cara, a das teorias:

- Cinco Teorias Comprovadas pela Experiência (algumas não foram criadas por mim, antes que perguntem)

1. Teoria das Pessoas Interessantes
Autoria: Marcelo Victório Gomes
Já explicada aqui neste espaço, estabelece que pessoas interessantes têm prioridade, para casos, namoros, rolos e afins (tudo que dure mais do que uma noite) sobre pessoas bonitas e estúpidas. Volto a dizer que não é que a pessoa interessante seja feia; ela só não precisa ser deslumbrante. É uma teoria extremamente válida e amplamente praticada por mim e pelos meus amigos, que eu não seria amiga de gente que só se preocupa com aparência.

2. A Teoria do Sapo
Autoria: Roberta Silva Bronzattto e sua Tia Wânia
Formulada durante um período de crise e má vontade para com o sexo oposto, essa teoria estabelece que os contos de fada foram subvertidos. Ninguém vai encontrar um sapo e falar 'A, tá, vou beijar que vai que vai que ele vira príncipe". Mas vcs, mulheres, vão encontrar vários caras que se parecerão com príncipes, vão beijá-los várias vezes (não tantas assim, mas não vai ser só uma, se bem que tem uns que conseguem comprovar a teoria mesmo antes do beijo) e, pasmem, eles vão sim virar sapos. A experiência têm provado ser esta uma teoria quase infalível. Quase que tem gente que tem príncipe mesmo na vida, tipo a Tati.

3. A Teoria da Vergonha Alheia
Autoria: Fernanda de Carvalho Magniccaro
Estabelece que os seres humanos que têm senso de ridículo sentem vergonha no lugar dos seres humanos que não têm nenhum. É a sensação que vc tem quando vê alguém, conhecido ou desconhecido, fazer a coisa mais embaraçosa que vc já viu alguém fazer, tão embaraçosa que quem fica vermelho e afogeado é vc. Se nunca te aconteceu isso, consulte seus amigos. Talvez vc não tenha nenhum senso de ridículo. Esta teoria exige um mínimo de noção da parte do proponente para que se prove verdadeira.

4. A Teoria dos Relacionamentos de Transição
Autoria: Sabedoria popular.
Esta teoria prega que todos aqueles que saem de relacionamentos longos precisam de uma muleta para voltarem a se sentir gente. Isso significa que irão se envolver aqui e ali, acabarão se envolvendo com alguém de maneira mais séria, namorarão, podem até noivar e casar, chegando ao estágio de ter filhos, mas um dia darão por encerrada a fase de transição. Neste ponto, olharão para os lados, se darão conta de que aquilo não era permanente mesmo e partirão em busca da verdadeira alma-gêmea, largando o/a outro/a coitado/a sem grandes problemas e remorsos. É como se a alma precisasse se recuperar com um faz-de-conta do que virá depois. É a única teoria desta lista que apresenta casos de exceção já comprovados.

5. A Teoria da Posse
Autoria: Roberta Silva Bronzatto, com colaboradores diversos.
Reza que, após um caso, namoro ou afim, as partes envolvidas desenvolvem um sentimento de posse com relação ao companheiro, sentimento este diretamente proporcional ao tipo de relacionamento: namoros costumam acarretar sentimentos de posse mais fortes, enquanto casos costumam gerar apenas uma ligeira dor de cotovelo. Esta teoria parte do princípio que as partes envolvidas já superarm seus sentimentos reais. Porém, em alguns casos, o sentimento de posse que surge é tão forte que chega a ser confundido com gostar e, nesses casos, alguém sempre se machuca: ou aquele que acha que gosta porque não está curtindo nada ver que fulano não quer mais saber dele e se acaba, ou aquele que acredita que o que o outro sente é de verdade e cai do cavalo, porque a outra parte vai acordar rapidinho e vai dar o fora. Até o presente momento, só houve relato de um caso de conhecimento da autora deste artigo em que ocorreu a alegação da total ausência de sentimento de posse com relação a um ex qualquer coisa, mas o fato ainda não foi comprovado empiricamente.

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