terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Aconteceu assim, num dia e hora quaisquer.
Nem me lembro como ou onde, só lembro...

Só lembro do quanto achei suas mãos brancas
e seu olhar cinzento. Não ria do tombo
que quase sufocou os mais desavisados.

Seus olhos olhavam como se assisitissem

à última queda da minha vida.
E foi.

Que de lá pra cá, ainda não consegui

achar a menina que ralou o joelho aquele dia.
Ela se perdeu em algum lugar

entre o seu olhar e as minhas lágrimas.

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Eu simplesmente AMO descobrir bandas boas do éter! Tem coisa mais gostosa do que pegar um CD de um povo que vc nunca ouviu na vida e amar de paixão? Tá, eu sei que tem, mas CD bom quando vc nem espera tá entre as 10 mais, não tá? Principalmente se no CD em questão tem uma música com uma letra que diz “The hell with you!

Eu sinto saudades da época em que eu não fazia absolutamente nada, nem viver direito, sem ouvir música. Vários micos eu paguei com o fone de ouvido na orelha, cantando maior empolgada no meu quarto e alguém abria a porta, só que eu tava de fone de ouvido e então não ouvia nem a pessoa entrar nem gargalhar alucinadamente da minha total incapacidade de ser ao menos superficialmente afinada.

Eu tenho esse problema de agir feito uma pessoa com transtorno forte de personalidade quando estou sozinha; eu canto, eu falo, eu danço, eu invento histórias, eu treino inglês e francês em conversar imaginárias (e dou uma de Guimarães Rosa e saio inventando palavras... mas acho que em outro idioma não vale, né?), eu finjo de monte quando não tem ninguém por perto. Exatamente como eu fazia quando era criança. Fuga total. A minha melhor tática pra pegar no sono é começar a criar uma história na minha cabeça na qual eu esteja deitada. Aí, eu vou criando os diálogos com as pessoas que eu finjo que estão no recinto comigo, e assim vai, até que o meu monólogo super povoado de pessoas imaginárias vira sonho e eu durmo.

Aliás, falta de colo. É a única falta que eu to sentindo assim, tipo... muito.

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