quarta-feira, 16 de junho de 2004

Sabe, andei pensando em duas coisas: 1) proximidade tem alguma coisa a ver com amor? e 2) por que a gente muitas vezes abre mão de algo que sabe que ama e da qual vai sentir falta?

Vamos por partes:

1) Não acho que proximidade tenha a ver com amor mais do que amor tem a ver com sexo. Quer dizer, eu sei que ficar meses sem ver alguém que vc ama é foda, mas não se deixa de amar as pessoas por vê-las menos, principalmente em se tratando de amizade.

Tô dizendo isso porque meus amigos costumam me acusar de sumir. E realmente, eu sumo. Eu não tenho grana para sair todos os finais de semana (atualmente, não tenho grana nem para sair um único final de semana), não tenho carro para ir e vir nesta cidade que está parada em virtude de engarrafamentos homéricos, não tenho como ver todo mundo que eu amo com a freqüência que eu gostaria de ver.

O que eu acho importante observar é que eu sempre faço o possível, por outro lado, para estar ao lado de quem eu amo quando essas pessoas mais precisam de mim. Foi assim quando o Guile recolheu todos os espólios de seu relacionamento com sua religião, foi assim quando a Ana Cristina se separou do Jason pela quinta vez (de lá para cá, ela não me ligou mais), foi assim no casamento da Fê e do Dan.

Claro, já dei mancadas, já perdi aniversário e outras datas importantes de muitas dessas pessoas, mas ninguém é perfeito. Eu menos que a maioria das pessoas. Mas o que mais me irrita é que, tirando meia dúzia de e-mails genéricos para um milhão de pessoas, as mesmas pessoas que me acusam de sumir não me ligam, não me visitam, não me mandam e-mails pessoais. A pergunta é: eu sumo ou eles somem? Quer dizer, não me interessa se eles estão vendo milhares de outras pessoas todos os dias, se a gente não se vê é porque a falta de esforço (se é que há) é mútua, certo? Quando eu quero muito ver alguém, eu visito essa pessoa, como pretendo fazer com o Cláudio e a Denise este final de semana, mas tô aqui pensando quando fui visitada pela última vez. Foi no dia das mães, quando o Guile, que estava preocupado comigo e com a Link, saiu do almoço na casa da mãe dele e foi só me dizer Oi, porque eu estava atolada de trabalho até o fim do mundo. E foi fofíssimo!!! E essa foi a última vez que alguém me ligou dizendo "Quero te ver, vou passar aí!".

Por que estou escrevendo esta mensagem? Porque eu daqui um pouquinho vou ser acusada de ter sumido dos meus círculos. Por falta de grana, de tempo e de oportunidade, não tenho visto mais ninguém. Não vejo a Fê faz umas duas semanas já... E ela é a pessoa que mais propaga a teoria do Vc some. Então, só para avisar: estou aqui, estou pensando em vcs, se puder vou a um dos eventos do final de semana, mas só se eu conseguir financiamento. Caso contrário, venham me visitar... E não adianta reclamar que eu nunca estou em casa, porque é justamente onde eu estou quando eu sumo: em casa. Na da minha tia, mais precisamente.

O segundo tópico vai ficar para amanhã...

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Então, poucas pessoas sabem (ou se lembram) de onde eu tirei o nome da Link (um nome tão cool, como já disseram). É até vergonhoso dizer, mas já que é para passar a história a limpo, vamos lá:

Na sétima série (isso foi em 1991, vai vendo), eu me apaixonei platonicamente por um menino fofo do primeiro colegial. Claro que o cara nem sabia que eu existia (meninos de 15 ignoram meninas de 13 com uma veemência que me assusta). O nome dele era (ou é, não sei) Eduardo, e eu descobri onde o cara morava, e comecei a dar plantão, como quem não quer nada (ai, que vergonha), na rua da casa dele. E sempre via o menino saindo para passear com um cocker lindo, chamado Link. Eu ADOREI o nome, e quando peguei a a minha gatinha, apesar de ela ser fêmea e de todo mundo dizer O Link, eu achei o nome apropriadíssimo para uma mocinha. Também devo confessar que aos 13 anos tudo é eterno e eu achava romântica a idéia de olhar para a minha gata e lembrar do meu herói de novela pra vida toda. Duas coisas atrapalharam: 1) a Link não durou para sempre, como parecia que ia durar quando eu tinha 13 anos; 2) ao final de seis meses, ela já era tão senhora do nome que eu só fui parar para pensar no p q do nome dela agora, quando disseram que o nome da minha gata era cool. Passei anos sem lembrar dessa história...

Como curiosidade, há uns 5 ou 6 anos, eu vi uma faixa pendurada dizendo que alguém tinha perdido um cocker de nome Link, e o telefone que constava na faixa me pareceu familiar (meu serviço de informações era completo, fornecia nome, telefone e endereço, mais clube que o rapaz frequentava e comida favorita). Fiquei triste, porque ele adorava aquele cachorro. Não sei se ele o encontrou. Espero que sim.

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