Esta semana santa a Poliana viajou e me deixou sozinha com TPM, gata doente e trabalho de monte, então eu preciso falar:
Sabe aquela vontade de se encostar em um canto e se acabar de chorar? Então, é isso. Minha gata voltou para casa sim, mas não anda direito, não come direito e exije cuidados como um bebê recém-nascido. Soro de hora em hora, 5 remédios diferentes, uma injeção (que, no meio do feriado, só andando uns 6 quarteirões com a gata no colo eu vou conseguir arrumar quem dê). Está com uma diarréia fortíssima, que tem um cheiro horrosos em virtude dos remédios, e toda vez que ela tem uma dessas, é pelo menos meia hora limpando e lavando tudo com eliminador de odores para não ficar com cheiro na casa. Não bastasse isso, ela vai morrer do que ela tem. Claro que ela está em um quadro crítico, e não vai ficar assim para sempre, caso se recupere dessa vez. Mas a medicação é só para retardar os efeitos nefastos da hepatite. Ela só tem 20% ou menos da função hepática, e o processo no qual ela entrou é irreversível. Em algum tempo (o veterinário não soube ou não quis precisar quanto) ela pode ter acúmulo de líquidos no abdomem e sintomas neurológicos relacionado à doença. É nessa hora que, segundo ele, nos teremos que avaliar "a qualidade de vida" dela, eufemismo para eutanásia, que só é um nome técnico para assassinato com a melhor das intenções. O que quer dizer que, se nada mais acontecer com ela que a mate antes, eu ainda vou ter que mandar sacrificar a minha gatinha.
Sabe o que é pior nisso tudo? Eu ainda estou feliz dela estar aqui em casa, onde a gente pode tentar fazer ela se sentir amada por um pouquinho mais de tempo, onde eu ainda posso pegá-la no colo e abraçá-la e fazer carinho... Na verdade, onde a gente ainda pode se despedir. Sim, porque o horror dessa situação toda é que, daqui para frente, cada minutinho com ela vai ser de despedida... E eu sou péssima com despedidas!!!
PS: E se mais alguém falar que talvez seja melhor sacrificar o meu bichinho, eu juro que nesse eu bato, que acho fantástico nego ficar dando palpite desse tipo quando o bicho não é dele, mesmo que ele fosse do tipo que teria coragem de sacrificar o próprio animal de estimação. Isso não é coisa que se diga para ninguém ou eu, pelo menos, não tô com a menor disposição para ouvir!!!
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