domingo, 14 de março de 2004

Olha, vamos esclarecer: XÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ baixo astral (agora eu virei a Xuxa, vai vendo)!!!! Quem sou eu para reclamar? Ninguém!!! Nunca teve nada que eu pedi ou precisasse que Deus não tivesse me dado. É que eu sempre precisei de uma coisa de cada vez, e agora acho que eu estou entre três ou quatro diferentes!!! Pois bem, vamos priorizar: FILA PRA TODO MUNDO, POR ORDEM DE TAMANHO. DO MAIOR PRO MENOR!!! VAMOS LÁ, SEM RECLAMAR!!!

Pronto!!! Agora que nós colocamos ordem nessa joça, vamos ver o que é que dá!!! Até porque o Guile tem razão: eu tenho que parar de achar que só eu tenho culpa de tudo no mundo. Eu preciso deixar um pouco para os outros também!!! Sim, eu sou responsável por muitas das coisas que são problemas agora, mas isso não quer dizer que eu seja culpada pela situação. Veja o apartamento: eu tenho, junto com o meu irmão, a responsabilidade de colocar as contas todas em dia, mas a culpa disso ter acontecido não é minha!!! Culpa e responsabilidade são coisas diferentes!!!

Ah, senhor!!! Realmente, como alguém me disse, a minha vida está entrando nos eixos: terminando a faculdade, fazendo planos de morar sozinha... Só não tem mais o namorado!!! Mas ninguém nunca disse que isso era primordial. Até porque tá decidido: enquanto não for daquele jeito que eu descrevi lá embaixo, tá fora do mercado.

E para quem disse que eu estava fazendo filosofia demais sobre isso, me lembrei de uma coisa que aconteceu uma vez, que eu vou contar para vcs para ninguém ficar achando que eu sou tão auto-suficiente que não preciso de nada nem ninguém, que definitivamente não foi o que eu quis dizer. Uma vez, eu e um namorado estávamos em uma encruzilhada. A ex dele queria voltar e ele, como todo mundo nessa hora, ficou confuso. E eu me lembro de que ele estava muito mais feliz comigo do que com ela, mas confusão tem dessas coisas, vc tem que pagar para ver. Pois bem, ele estava comigo porque achava que eu era o melhor para ele, e isso dói mais do que ser chamada de mina legal quando perguntam pro cara se vc é bonita, pode acreditar. Que foi que eu fiz? Disse "Vai lá. Tenta. De repente, vc descobre que ela é mesmo a mulher da sua vida". E ele "Mas eu não tenho certeza..." E eu "Só vai ter tentando. Vc sabe como é estar comigo sem a possibilidade dela, sabe como é estar com ela sem que eu exista e sabe o que é estar comigo sendo ela uma possibilidade, e isso não está bastando. Vc tem que tentar de novo. Até porque eu não quero uma pessoa que esteja comigo porque eu sou melhor para ela. Eu quero uma pessoa que fique comigo porque não tem escolha, mesmo que todas as mulheres do mundo estejam afim dele. Eu não quero ser uma opção. Eu quero ser a única opção!"

Se eu fui santa? Não, não fui. Eu realmente não acredito que obrigar ou enganar alguém que não sabe o que quer, forçando essa pessoa a ficar com vc, vai te fazer feliz. Na pior das hipóteses, vc nunca vai confiar no que ela sente. Na melhor, ela passa o resto da vida enganada e vc rezando para ela não se dar conta aos oitenta e três anos de idade. Se foi fácil? Não, não foi. Dói um bocado abrir mão daquilo que vc quer muito, mas eu também aprendi que de amor ninguém morre, só sofre mais do que por outros motivos. Eu, pelo menos. Mas se vc gosta mesmo de alguém, não dá para se contentar com uma dúvida, dá? É diferente de não saber como a pessoa se sente. Eu não estou falando de caras que não te contam o que sentem ou que são fechados. Eu estou falando de alguém que chegou ao ponto de te pedir ajuda porque está confuso. Vc ainda vai manipular a situação de maneira a sair ganhando? E quem disse que isso é ganhar?

Só que para mim, é fácil tomar esse tipo de decisão. A palavra nem é fácil, é mais fatal. Eu não vejo como uma opção. Eu tenho o (bom? mal?) costume de fazer o que eu acho certo, não o que eu quero. Sou daquelas para quem o espiritismo ou fez um bem tremendo, ou fodeu com a vida. Livre-arbítrio é tudo. Tem gente que vai dizer que é mais fácil. Assim, eu não penso muito no que fazer. Pode ser. O que não faz doer menos.

De qualquer forma, esse post saiu dos trilhos. O que eu quero dizer é que, naquele momento, eu fiz uma escolha também: eu quero alguém que realmente goste de mim e que queira ficar ao meu lado. Quando eu escrevi o post sobre relacionamento perfeito, teve gente que achou que eu estava falando de um contrato. Não é nada disso. Eu quero alguém que goste de mim, que me ame, que não queira ficar com ninguém mais. Mas essa pessoa tem que saber que eu não sou o mundo, que se não der certo, ninguém vai morrer, que eu sou esquisita e cheia de manias, que eu não sou de dar satisfação, que eu não preciso estar 24 horas por dia com ela e que isso não quer dizer que eu não goste dela, que eu prefiro muitas vezes ficar em casa no sofá ao invés de ir para a balada, que eu vou ficar em casa muitas vezes, esperando essa pessoa voltar da balada com os amigos, que eu vou querer fazer balada só com as minhas amigas, que eu não consigo ficar horas ao telefone, que eu vou implorar para ela me levar ao enterro da mãe do meu amigo na puta-que-pariu-de-barquinho, que eu vou ter crises de choro por causa da propaganda da Doriana, que eu vou surtar de ódio pq odiei um filme, que eu vou para outra dimensão quando estou lendo ou vendo alguma coisa na TV, que eu não sou absolutamente perfeita, nada perfeita, nem um pouco perfeita, mas que eu vou tentar fazer tudo isso por ela também, não por MEDO de perdê-la, mas sim porque eu não QUERO perdê-la, porque a minha vida não é impossível de ser vivida sem ela, só é mais difícil, menos colorida, menos feliz.

Pronto. Se alguém aí acha isso anti-romântico, eu sou anti-romântica. Pode me chamar de garota 'down with love' Elas é que estão certas, na minha opinião. Mas a minha prioridade agora é a minha gata!!! Primeirona na fila!!!

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