segunda-feira, 8 de setembro de 2003

Deixa ver que mais... Ando empolgada com isso aqui!!

Ah, o flash mob dos Bronzatto não aconteceu. Falei tanto que deu errado, viu só que coisa.

Bom, aproveitando que os trabalhos me deram um tempo, vamos falar de alguma coisa: pessoas interessantes. Na verdade, quem começou a desenvolver essa teoria foi um amigo meu (Marcelo Victorio Bronzatto em outros carnavais, Alexandre Pires, um homem atualmente super pop). Segundo ele, mulher interessante é melhor do que mulher bonita. Não que e mulher interessante possa ser feia, veja bem. Nesse caso, eles preferem as bonitas mesmo. O ponto é o seguinte: pegue a mulher mais bonita do mundo (para fins experimentais, ela não é interessante, tá bom?) e coloque ao lado de uma mulher bonita, não tanto quanto a primeira, mas uma mulher de conteúdo, como se diz por aí (conteúdo intelectual, vamos esclarecer). Segundo o meu amigo, a mulher não tão bonita mas com conteúdo chamaria muito mais sua atenção do que a mulher mais bonita do mundo.

Bom, eu não vou discutir o mérito da questão. Concordo com a teoria, inclusive acho válida para todos os sexos: homem interessante tem preferência sobre homem bonito, pelo menos pra mim. O ponto aqui é o que vcs consideram interessante. Tem gente que acha que homem/mulher interessante é homem/mulher bonito/a, ponto. Tem gente que acha que gente que curte cinema iraniano deve ser interessante. Eu sei porque eu caí nessa história e vou te dizer, depois que passa o impacto inicial, fica muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiito chato!!!! Tem gente que finge que entende peça do Gerald Thomas para se fazer de interessante. Como o conceito é subjetivo, eu quero saber o que uma pessoa precisa ter para ser interessante, do seu ponto de vista. Se os comentários estiverem aí em baixo já, ótimo, caso contrário, manda por e-mail pra mim.

Começando por mim, pessoas interessantes são, de maneira geral, pessoas com quem vc tem a possibilidade de ter uma história, alguém que vale à pena investir durante um tempo. Isso desde os 15 anos, como o próprio Marcelo pode comprovar. Na verdade, essa era uma opinião partilhada pelos dois. O ponto é que isso dá muito trabalho, porque vc tem que construir uma base, por mínima que seja, pra depois trabalhar sobre, e às vezes a base passa do ponto. Tem um momento em que a possibilidade deixa de ser, e vira o que poderia ter sido e não foi e provavelmente não vai ser. Isso corrobora a teoria da Fernanda a meu respeito, não tão atual, na verdade, de que eu adoro fazer doce... Ou adorava, sei lá. É verdade. Adoro mesmo. Ou adorava, sei lá. Ser solteira é complicado! Ser solteira como vc gostaria de ser solteira é impossível. Mas namorar é complicado. E o assunto já se desvirtuou total.

Mas que fique claro, não precisa ser lindo, não precisa ser perfeito, não precisa nem ser bonito. Mas eu tenho um preconceito: detesto, odeio, tenho horror de gente burra!!! Passo mal, fico tonta, tenho vontade de matar!!! Muitos interesses já acabaram no bilhete com erro de concordância nominal... E concordância nominal é um saco!!! Mas é incontrolável: eu abro o bilhete, vejo o erro e fico escarlate de vergonha, me sentindo a última das mulheres porque o bilhete era para mim e o cara nem sabe que se prefere algo A alguma coisa, e não DO QUE alguma coisa! Aí vão dizer que isso não é burrice, é muita cara-de-pau da minha parte, em um país como o Brasil, querer que o povo se de conta desses detalhes, e so on. Também acho. Nem eu falo um português tão perfeito. Mas se é para ser sincera, estou sendo.

Veja bem, não estou falando de e-mails ou conversas de internet: o cara te escreve um bilhete, faz questão de pegar papel de verdade, caneta de verdade e te rabiscar umas linhas. Tem todo o tempo do mundo pra te entregar uma coisa tão jurássica, e não consulta nem um amigo ou dicionário básico para saber que vc não quere namorar COM ele, quer namorá-lo? Tá, esse foi um exemplo ruim, ninguém fala o certo, que é namorar fulano, mas ilustra de qualquer maneira. Me escreveu um bilhete ou carta sem corretor ortográfico e calha de ter um erro, eu fico sem graça e é batata que em 90% dos casos vou perder o interesse. É ridículo, mas tem gente que não gosta de mão pequena, que é que eu posso fazer? Acontece, independe de mim. Eu não falo nada, detesto corrigir os outros, mas alguma conexão no meu cérebro se desfaz, que é que eu posso fazer? Os 10% lá de cima ficam por conta das exceções especiais, que são aquelas que eu não tenho certeza e provavelmente não vou procurar saber só para não descobrir que estava errado, ou quando a coisa é Pasquale mesmo, ou ninguém usa (como o caso da regência do verbo namorar, que eu também uso errado). Acho que essa é realmente a minha única criquice.

Era isso. Chegou trabalho. Agora acho que vai ficar uns dias às moscas!

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