quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Tem dia que se trancar sozinho no quarto parece estar sozinho no mundo, não parece? E vc fica lá, pensando que deveria ter consumido menos carboidrato no jantar, que o carnaval tá chegando e vai ser axé pra todo lado (nessa hora vc realmente deseja estar sozinho no mundo e até dá tristeza lembrar que não está), pensando na tendinite de digitar 16 horas quase que initerruptamente...

Já pensei se eu gostaria de ser sozinha no mundo. Primeiro: pra ser meramente suportável, as pessoas teriam que ser todas abduzidas, pra não ficar uma porção de corpos por aí se decompondo em virtude de uma superbactéria que matasse o mundo inteiro menos eu. Também não podia ser hecatombe nuclear, ou o mundo ficaria intransitável e eu nem quero morar no esgoto ou ter que conviver com mais um braço ou perna. Partindo do princípio que ninguém mais ficasse, eu ia me matar o tempo que levasse pra eu atravessar e conhecer as Américas de carro. Sim, pq depois disso, me digam: como eu iria pra qualquer outro lugar, se eu não piloto avião nem barco nenhum?

Conclusão: todo mundo tem que aprender a dirigir um meio de transporte que permita atravessar o oceano caso o mundo esvazie de repente.

Pra vc ver o que um dia inteiro trabalhando feito uma fdp não faz com um ser humano...

Seu texto é o próximo, Rô! Esse não tinha que pensar...

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