quarta-feira, 20 de julho de 2005

Não!!! Eu juro que eu detesto fazer isso... Tá, nem detesto tanto, mas não vai ter jeito, eu preciso falar: olha só o e-mail que a moça escreveu para acompanhar o CV dela:

"É de todo oportuna uma breve apresentação, não podendo deixar de mencionar a grande satisfação de poder fazer parte da sua equipe.

Faz-se necessário salientar que, apesar de não possuir uma vasta experiência, procurando atender necessidades e superar expectativas, não poderia deixar de citar o enorme interesse no aprendizado que este trabalho irá me proporcionar, haja vista minha força de vontade e perseverança.

No que tange à minha meta, devido à oportunidade de crescimento profissional que esta experiência pode me proporcionar, com muito esforço e dedicação venho conquistando e adquirindo cada vez mais conhecimentos, para que assim, conseqüentemente, possa trazer benefício e satisfação à equipe de trabalho.

Outros detalhes e informações poderão ser obtidos através de uma entrevista pessoal, coloco-me à disposição pelos telefones de contato e endereço eletrônico."

Vc notaram que, além de alguns crimes cometidos contra a minha língua materna, a moça também escreveu um montão de coisas que não têm sentido nenhum? falou, falou, falou, mas não disse nada.

Antes que algum gênio de plantão ache o texto da moça muito bom, mas o que é isso, Roberta, como vc é insuportável; eu tenho que esclarecer: quem sabe português sabe que tá péssimo. As frases não têm coerência nenhuma, nem interna nem entre si, os adjetivos abundam, os adjuntos faltam, tá tudo um horror.

Eu até tenho vontade de reescrever, mas a verdade é que eu não tenho muita certeza sobre o que a pessoa estava falando, então vou deixar quieto.

Mas o pior, pior de tudo mesmo, pior do que o português com que foi lavrada a mensagem, é o fato incontestável de que ela foi chamada para fazer a entrevista.

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